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23/02/2026
Matheus Brum
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Juiz de Fora registra 65 casos de Hepatite A em 2026; PJF descarta surto

Segundo a Prefeitura de Juiz de Fora, infecção pode estar ocorrendo através de alimentos crus e contato com esgoto
Após temporais, PJF reorganiza atendimento e mantém aulas suspensas nesta segunda vaquinha online serviços. Auxilio municipal escala 6x1
Imagem: Reprodução/Divulgação

Juiz de Fora registra, até o momento, 65 casos de hepatite A em 2026. Apesar do número, a Prefeitura garante que a situação não caracteriza surto e pede cautela na interpretação dos dados.

Em nota, a Secretaria de Saúde informou que o objetivo é “assegurar informações precisas à população e evitar interpretações equivocadas que possam gerar alarme desnecessário”.

PJF descarta surto de Hepatite A

Na nota, a Prefeitura descartou a possibilidade de surto da doença na cidade.

“O que ocorre atualmente é um aumento pontual no número de casos. Até o momento, foram registrados 65 casos em 2026. Esse cenário não caracteriza surto.”

Segundo o Executivo, tecnicamente o termo surto é utilizado quando há dois fatores simultâneos:

“(a) número de casos acima do esperado para o período e (b) vínculo epidemiológico comprovado entre os casos.”

Ainda de acordo com a Secretaria de Saúde:

“Até o momento, não se verificam essas duas condições, já que o município acompanha um crescimento de casos no cenário nacional e não há evidência de vínculo epidemiológico entre os registros.”

Alta acompanha crescimento no Brasil

A Prefeitura reforça que Juiz de Fora não é um caso isolado.

“O município está inserido em um contexto mais amplo, de elevação dos registros em todo o Brasil, especialmente no Sudeste.”

Dados do Ministério da Saúde apontam que, entre 2024 e 2025:

  • O Brasil registrou crescimento de 54,5% nos casos;
  • A Região Sudeste teve aumento de 57,1%.

PJF descarta contaminação por água

Sobre a possibilidade de contaminação pela água consumida, a Secretaria de Saúde afirma:

“Nos casos ocorridos no município, trata-se de hipótese considerada pouco provável. Caso a água fosse a fonte de contaminação, o número de casos tenderia a ser significativamente maior e com padrão de distribuição mais amplo.”

A análise epidemiológica aponta outra linha mais plausível:

“Com base no monitoramento epidemiológico realizado pela Secretaria de Saúde, a hipótese mais consistente é a de transmissão associada ao consumo de alimentos crus sem adequada higienização.”

A nota também cita:

“Há registros de pessoas que estiveram fora do município e de indivíduos com histórico de contato com esgoto.”

Vacinação não é considerada medida principal neste momento

A Prefeitura também esclareceu que ampliar campanhas de vacinação agora não seria a estratégia mais eficaz.

“A ampliação de campanhas de vacinação, neste momento, não se mostra como medida de maior impacto para o perfil atual dos casos. “A maioria das ocorrências registradas concentra-se em homens na faixa etária de 30 a 39 anos.”

Já o público-alvo da vacinação contra hepatite A, conforme o calendário nacional, é composto por crianças de 15 meses a 5 anos.

“Portanto, o grupo mais afetado neste momento não integra o público contemplado pela estratégia rotineira de imunização.”

Medidas adotadas pelo município

A Secretaria de Saúde informou que mantém acompanhamento permanente da situação e já adotou uma série de ações:

“Monitoramento epidemiológico contínuo dos casos; oferta de exames diagnósticos; emissão de nota técnica de alerta aos serviços e profissionais de saúde; divulgação de cartilha com orientações sobre prevenção e cuidados após o diagnóstico; busca ativa e investigação epidemiológica de todos os casos notificados; organização da rede assistencial para atendimento e manejo adequado dos pacientes.”

Ao final da nota, a Prefeitura reforça:

“A situação está sob acompanhamento permanente da Secretaria de Saúde. A população deve manter as medidas de prevenção, especialmente a higienização adequada das mãos e dos alimentos, e buscar atendimento em caso de sintomas.”

Orientação à população

Apesar do aumento dos casos, o Município sustenta que o cenário está sob controle. A recomendação é reforçar cuidados básicos de higiene e procurar atendimento médico diante de sintomas como febre, mal-estar, náusea, dor abdominal ou pele e olhos amarelados.

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