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25/08/2026
Anderson Narciso
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Incêndio da Tetê Festas: 15 anos depois, Justiça manda leiloar imóvel para indenizar vítimas

Loja no imóvel reconstruído onde funcionava o Castelo da Borracha, no Centro de Juiz de Fora, foi avaliada em R$ 4,39 milhões; mais de 30 credores ainda aguardam pagamento.
Incendio da Tete Festas 2011
Imagem: Arquivo Tribuna de Minas/Reprodução.

Quase 15 anos após o incêndio da Tetê Festas, uma das ocorrências mais marcantes da história recente de Juiz de Fora, a Justiça determinou o leilão de parte do imóvel reconstruído onde funcionava o Castelo da Borracha, no Centro. A medida busca garantir o pagamento de indenizações às vítimas da tragédia de 24 de outubro de 2011.

A decisão é da 8ª Vara Cível e envolve a loja de número 725, atualmente ocupada pela Drogaria Araújo. O imóvel foi avaliado em R$ 4,39 milhões.

Segundo o processo, o débito relacionado às indenizações é de aproximadamente R$ 1,37 milhão. Mais de 30 credores ainda aguardam o recebimento dos valores reconhecidos judicialmente.

Incêndio da Tetê Festas atingiu estabelecimentos no Centro de Juiz de Fora

O incêndio começou na Tetê Festas e se espalhou para o Castelo da Borracha e imóveis vizinhos, provocando uma ocorrência de grandes proporções na região central de Juiz de Fora.

Nos anos seguintes, a tragédia deu origem a uma longa disputa judicial. O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) reconheceu a responsabilidade das duas empresas envolvidas e determinou o pagamento de indenizações por danos materiais e morais às vítimas.

Apesar das decisões judiciais, parte dos valores ainda não foi paga. O atual processo de execução tramita desde 2021.

Imóvel de R$ 4,39 milhões irá a leilão

A nova decisão determina que a loja nº 725 seja levada a leilão para possibilitar o pagamento dos credores.

O restante do imóvel reconstruído também permanece vinculado ao processo. O prédio de número 721, avaliado em R$ 26,35 milhões, continua penhorado como garantia, mas não será colocado à venda neste momento.

Assim, inicialmente, apenas a unidade avaliada em R$ 4,39 milhões deverá ser leiloada.

Justiça autorizou cobrança sobre patrimônio dos sócios

Outro capítulo importante do processo aconteceu em 2025. Na ocasião, o TJMG autorizou que a cobrança das indenizações também alcançasse o patrimônio dos sócios do Castelo da Borracha, após reconhecer a existência de confusão patrimonial.

A decisão ampliou as possibilidades de busca por recursos para quitar os valores determinados pela Justiça.

Para o advogado Guilherme de Souza Fernandes Leão, que representa parte das vítimas, a expectativa, quase 15 anos depois da tragédia, é finalmente conseguir cumprir aquilo que já foi estabelecido judicialmente.

Segundo ele, as vítimas buscam “somente receber aquilo que a Justiça já reconheceu como devido”.

Tragédia ainda tem desdobramentos quase 15 anos depois

A determinação do leilão abre um novo capítulo de uma história que permanece sem desfecho para dezenas de pessoas.

Embora o incêndio tenha ocorrido em outubro de 2011 e o espaço atingido tenha sido reconstruído, mais de 30 credores ainda aguardam o pagamento das indenizações decorrentes da tragédia.

Agora, com o leilão de parte do imóvel determinado pela Justiça, a expectativa é que o valor arrecadado seja utilizado para avançar na quitação das dívidas reconhecidas no processo.

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