Pelé marcou seu nome na história do futebol mundial, mas também deixou capítulos curiosos em Juiz de Fora. Ao longo das décadas, o Rei do Futebol esteve ligado à cidade em diferentes momentos: como jogador, como personagem de uma aposta envolvendo o clássico Tupi x Tupynambás e, posteriormente, como ministro dos Esportes.
Uma das primeiras passagens ocorreu em janeiro de 1960. Na ocasião, Pelé veio a Juiz de Fora defendendo a Seleção Paulista em uma partida contra a Seleção Mineira, realizada no campo do Sport Club Juiz de Fora. O confronto terminou com vitória paulista por 4 a 3, e Pelé deixou sua marca ao balançar as redes.
Pelé perdeu aposta envolvendo clássico juiz-forano
Uma das histórias mais curiosas envolvendo o Rei e Juiz de Fora aconteceu em 1970, durante o lançamento da Loteria Esportiva.
Para divulgar a novidade, jogadores da Seleção Brasileira foram convidados a fazer apostas simbólicas em partidas disputadas pelo país. Entre os confrontos escolhidos estava o clássico entre Tupi e Tupynambás.
Pelé apostou na vitória do Tupynambás. Já o técnico Zagallo escolheu o Tupi. No fim das contas, quem levou a melhor foi Zagallo: o Galo Carijó venceu o rival por 2 a 0, e Pelé perdeu a aposta.
Visita ao Mário Helênio como ministro dos Esportes
Décadas depois, Pelé retornou a Juiz de Fora em uma função diferente. Em 1996, já como ministro extraordinário dos Esportes do governo federal, ele participou de uma agenda oficial na cidade.
Durante a visita, esteve na Vila Olavo Costa, onde conheceu o projeto Bom de Bola, Bom de Escola, iniciativa voltada para crianças e adolescentes.
Na sequência, seguiu para o Estádio Municipal Radialista Mário Helênio. No local, deu o pontapé inicial em uma partida entre equipes participantes do projeto, participou de atividades com jovens atletas e inaugurou uma placa que passou a dar seu nome a um dos vestiários do estádio.
Na ocasião, Pelé também chamou atenção ao elogiar a estrutura do Mário Helênio. Segundo relatos da época, afirmou que o estádio juiz-forano possuía condições melhores que as da Vila Belmiro, tradicional casa do Santos Futebol Clube.
“Eu falei para o prefeito (Custódio Mattos): se o Santos que é bicampeão do mundo, teve todos os títulos do mundo e é o time mais conhecido do mundo, tivesse um estádio desse seria ótimo, porque o Santos não tem”, disse o Rei, à época



