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24/03/2026
Maria Angélica
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Governo de Minas nega recomposição salarial para segurança pública durante audiência na Assembleia

Categorias se reuniram nesta terça (24) para cobrar reposição das perdas acumuladas, mas Executivo afirmou que não tem condições de conceder aumento maior
Governo de Minas nega recomposição salarial para segurança pública durante audiência na Assembleia
Foto: Divulgação

Servidores da segurança pública de Minas Gerais participaram na manhã desta terça-feira (24) de uma audiência pública na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) para cobrar a recomposição salarial das perdas acumuladas nos últimos anos. Durante a reunião, o governo estadual informou que não tem condições de atender ao pedido neste momento e manteve apenas a revisão geral já anunciada para todos os servidores.

A posição do Executivo foi apresentada logo no início do encontro, que reuniu policiais civis, militares, penais, bombeiros e agentes socioeducativos. A resposta provocou reação imediata entre os participantes, que cobraram uma reposição maior e criticaram a falta de avanço nas negociações com o governo estadual.

Servidores cobram reposição e apontam perdas acumuladas

Representantes das categorias afirmaram que os salários acumulam perdas significativas desde 2015. Segundo eles, a recomposição solicitada leva em conta a inflação registrada ao longo da última década e inclui servidores da ativa, aposentados e pensionistas.

Durante a audiência, parlamentares também questionaram a decisão do governo e disseram que o índice oferecido não cobre a diferença acumulada ao longo dos anos. Entidades que representam as categorias afirmaram ainda que a área de segurança pública enfrenta falta de valorização profissional e dificuldades estruturais.

Categorias falam em operação padrão após resposta do governo

Após a negativa do Executivo, representantes de sindicatos e associações afirmaram que a categoria pode adotar medidas de protesto. Entre elas está a possibilidade de trabalho em regime de “estrita legalidade”, conhecido como operação padrão.

Nesse modelo, os servidores passam a atuar apenas dentro do que está previsto nas normas e manuais, sem atividades extras. Segundo as entidades, a medida seria uma forma de pressionar o governo a retomar a discussão sobre a recomposição salarial.

A audiência também tratou da situação da segurança pública no Estado e das condições de trabalho dos profissionais. Parlamentares afirmaram que o tema deve continuar sendo debatido nas próximas semanas na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.

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Maria Angélica é estagiária sob supervisão do editor-executivo do Folha JF, Matheus Brum.

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