Duas funcionárias do Hospital de Pronto Socorro (HPS), em Juiz de Fora, denunciaram um trabalhador terceirizado por assédio sexual e injúria racial. O caso foi registrado pela Polícia Militar neste sábado (20), após relatos de que o homem teria adotado comportamentos inadequados contra as vítimas dentro da unidade de saúde.
Segundo informações registradas pelos policiais, a primeira denunciante, de 23 anos, afirmou que o suspeito a abordou de forma invasiva durante o expediente. Ela relatou ter sido tocada sem consentimento e disse que o homem fez comentários de natureza sexual e tentou agarrá-la.
A trabalhadora também informou ter recebido uma mensagem de áudio na qual o suspeito utilizava uma expressão de cunho racista para se referir a ela. Durante o atendimento da ocorrência, a supervisora do setor confirmou ter recebido a gravação e relatou que o comportamento do funcionário já vinha causando preocupação entre os colegas havia algumas semanas.
Segunda funcionária também relatou importunação
Enquanto os policiais registravam a ocorrência, uma segunda funcionária, de 50 anos, procurou a equipe e afirmou ter sido importunada pelo mesmo trabalhador em um setor de armazenamento do hospital. Segundo o relato, o homem teria feito propostas de natureza sexual e utilizado palavras ofensivas durante a abordagem.
Quando a Polícia Militar chegou ao HPS, o suspeito já havia deixado o local e, por isso, não foi preso em flagrante. O caso deverá ser apurado pelas autoridades competentes.
Em nota, a Prefeitura de Juiz de Fora (PJF) informou que repudia qualquer forma de violência de gênero e de discriminação. A administração municipal também comunicou que a direção do HPS solicitou à empresa terceirizada responsável pelo trabalhador o afastamento imediato do funcionário e o acompanhamento das vítimas, além de colocar a unidade à disposição para colaborar com as investigações.



