O Espaço Emprego JF realiza, nesta quinta-feira (20), um mutirão com 292 vagas de contratação direta em Juiz de Fora, além de oportunidades para cadastro em bancos de currículos. A ação acontece das 9h às 13h, no Centro Cultural Bernardo Mascarenhas (CCBM), no Centro, e integra a programação da Semana LGBTQIA+ do município, com prioridade de atendimento para esse público e outros grupos previstos em lei.
Mutirão reúne vagas de emprego e cadastro de currículos
A edição desta semana ampliou a quantidade de oportunidades com a participação de novas empresas. Entre as vagas estão funções nos setores de comércio, serviços, alimentação, logística, construção civil e administração, além de estágios e oportunidades destinadas a pessoas com deficiência.
Entre as empresas participantes estão Bahamas, Benassi, Divino Fogão, ETC Empreendimentos e Tecnologia, Evo Estágios, Gelato Borelli, MRS Logística, Pais e Filhos Supermercados, Rheserva Consultoria e Salsa Parrilla. Também haverá empresas que receberão currículos para formação de banco de candidatos.
Para participar, é necessário comparecer ao CCBM, na Avenida Getúlio Vargas, 200, com documento de identificação com foto e currículo atualizado. A entrada será pela Praça Prefeito Tarcísio Delgado, antiga Praça Antônio Carlos.
Além das oportunidades de trabalho, o mutirão contará com serviços relacionados à cidadania, educação, saúde e assistência social. A programação inclui vacinação, inscrições para a Educação de Jovens e Adultos (EJA) e atendimentos da Casa da Mulher e do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS).
Desemprego entre pessoas LGBTQIA+ supera média nacional
A realização do mutirão durante a Semana LGBTQIA+ também coloca em evidência as dificuldades enfrentadas por parte dessa população para entrar e permanecer no mercado de trabalho. Um estudo do Banco Mundial, elaborado com organizações da sociedade civil e apoio da Secretaria Nacional dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+, aponta que 15,2% das pessoas LGBTI+ estão desempregadas, quase o dobro dos 7,7% registrados entre os brasileiros em geral.
O levantamento ouviu 11.231 pessoas e também identificou diferença na renda. Em média, trabalhadores LGBTI+ recebem 9% menos do que a população geral, enquanto situações de discriminação e exclusão no mercado de trabalho representam, segundo o estudo, uma perda estimada de R$ 94,4 bilhões por ano para a economia brasileira.
As dificuldades não se concentram apenas na contratação. Pessoas trans, não binárias e intersexo estão entre aquelas que mais relatam experiências negativas no ambiente profissional, segundo a pesquisa. Nesse cenário, a oferta de vagas com atendimento prioritário durante a programação LGBTQIA+ amplia o acesso desse público a processos de seleção e serviços voltados à empregabilidade.
A iniciativa, no entanto, não é exclusiva para pessoas LGBTQIA+. O mutirão permanece aberto aos demais interessados, que também poderão concorrer às vagas disponíveis e utilizar os serviços oferecidos durante a ação.


