Passados dois meses e meio desde a queda da marquise que vitimou o professor de música Thiago Ramon, de 38 anos, a perícia da Polícia Civil ainda não foi concluída. O caso, que gerou grande comoção em Juiz de Fora, segue sem respostas concretas, e a investigação aparenta estar paralisada.
Nesta semana, um homem apontado como proprietário do imóvel onde ocorreu o desabamento foi ouvido pela Polícia Civil. No entanto, segundo apuração, não houve avanços significativos no inquérito. Questionada sobre o andamento da investigação, a Polícia Civil informou, por meio de nota, que o delegado responsável, Samuel Nery, colocou o processo sob sigilo. A corporação afirmou ainda que novas diligências estão em andamento e que depoimentos seguem sendo agendados.
Enquanto isso, a família de Thiago Ramon ingressou com duas ações na Justiça: uma contra a Prefeitura de Juiz de Fora e outra contra os proprietários do imóvel. Nos processos, são solicitados indenização por danos morais e pagamento de pensão para a esposa da vítima.
Após a tragédia, a Prefeitura endureceu as regras para regularização de marquises na cidade e intensificou a fiscalização dessas estruturas no Centro.
Crédito da foto: Montagem / Arquivo Pessoal / Corpo de Bombeiros



