A Polícia Civil de Minas Gerais, por meio da 5ª e 6ª Delegacias de Polícia, em Juiz de Fora, concluiu as investigações sobre o homicídio de Michel Henrique dos Santos Silveira, ocorrido em 30 de maio de 2024, no bairro Marumbi, em Juiz de Fora. O crime, que inicialmente parecia uma morte acidental, foi desvendado como uma execução ligada a um “tribunal do crime”, prática usada por facções criminosas para punir supostos infratores de suas regras.
O crime no Marumbi
Michel Henrique foi encontrado morto dentro de um veículo de aplicativo. A princípio, sua morte foi atribuída a uma queda, mas laudos periciais e diligências da Polícia Civil revelaram sinais evidentes de agressão. Durante as investigações, apurou-se que a vítima teria sido acusada de furtar uma ferramenta elétrica pertencente a um membro de uma organização criminosa. Como represália, ele foi levado a um ponto de referência do tráfico no bairro Progresso, onde foi espancado por cinco pessoas, incluindo homens e mulheres.
Relatos indicam que o grupo utilizou bastões e outros objetos para torturá-lo. Além disso, o líder da organização teria ameaçado a esposa da vítima de morte e sugerido que ficaria com a filha dela como forma de retaliação. Após a sessão de agressões, Michel foi colocado em um carro de aplicativo, já gravemente ferido, e morreu no trajeto para casa.
Suspeitos foragidos
A Polícia Civil identificou e pediu a prisão preventiva de dois suspeitos apontados como principais responsáveis pelo crime:
- Jonathan Fernandes da Silva, 31 anos: um dos líderes do tráfico de drogas na região e suposto mandante do “tribunal do crime”.
- Taianara Guaraciaba Gomes, 30 anos: teria participado diretamente das agressões e sido a pessoa que deu início ao “julgamento” da vítima, após acusá-lo do furto da ferramenta.
A Polícia Civil divulgou imagens dos foragidos e pede a colaboração da população para localizá-los. Informações sobre o paradeiro dos suspeitos podem ser repassadas de forma anônima pelo Disque Denúncia Unificado (DDU-181).