O projeto Tela Brasileira exibe gratuitamente, na próxima terça-feira (25), às 19h, o documentário “Rogéria, Senhor Astolfo Barroso Pinto”, no Cinema Alameda, em Juiz de Fora. A sessão é promovida pela Prefeitura, por meio da Funalfa e do Polo JF Cine, e terá debate com o diretor do filme, Pedro Gui, e André Pavam, diretor artístico do Miss Brasil Gay. A atividade busca ampliar o acesso ao cinema brasileiro e promover uma discussão sobre a trajetória de Rogéria e questões relacionadas à representatividade LGBTQIAPN+.
Os ingressos serão distribuídos gratuitamente na bilheteria do Cinema Alameda a partir das 18h, uma hora antes do início da sessão. O filme tem 80 minutos de duração e classificação indicativa para maiores de 14 anos.
Documentário sobre Rogéria revisita trajetória da artista
Lançado em 2018, o documentário dirigido por Pedro Gui apresenta a trajetória de Rogéria a partir da relação entre a artista conhecida pelo público e Astolfo Barroso Pinto, identidade que existia fora dos palcos. A produção acompanha diferentes momentos da vida da transformista e utiliza dramatizações para reconstruir episódios de sua história.
O filme também reúne depoimentos de personalidades que conviveram ou tiveram contato com Rogéria, entre elas Betty Faria, Jô Soares, Bibi Ferreira e Aguinaldo Silva. A combinação entre relatos e cenas dramatizadas permite reconstruir não apenas a carreira artística, mas também as transformações vividas pela artista ao longo dos anos.
Ao recuperar essa trajetória, a produção aborda temas como identidade de gênero, preconceito e afirmação de direitos da população LGBTQIAPN+. A história de Rogéria também é apresentada dentro do contexto de uma época em que sua presença nos palcos, na televisão e em outros espaços de visibilidade ajudou a ampliar a representação de pessoas dissidentes de gênero e sexualidade na cultura brasileira.
Sessão terá debate após exibição do filme
Depois da sessão, o público poderá participar de uma conversa com Pedro Gui e André Pavam. O debate deve abordar aspectos apresentados pelo documentário e a importância da trajetória de Rogéria para a cultura brasileira e para a representatividade LGBTQIAPN+.
O longa recebeu reconhecimento em festivais desde seu lançamento. Em 2018, integrou a seleção oficial da Mostra Retratos do Festival do Rio e foi premiado no Los Angeles Brazilian Film Festival. No mesmo ano, também recebeu três prêmios no DIGO Festival, nas categorias de Melhor Filme, Melhor Direção e Melhor Ator, para Alessandro Brandão. Em 2019, a produção foi indicada ao Grande Prêmio do Cinema Brasileiro.