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21/02/2026
Maria Angélica
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Especialistas alertam para avanço de vírus e riscos sanitários em 2026

Cenário global inclui gripe aviária, mpox e vírus Oropouche entre as principais preocupações
Especialistas alertam para avanço de vírus e riscos sanitários em 2026
Foto: Reprodução/Fiocruz

O avanço de diferentes vírus em diversas regiões do mundo mantém autoridades sanitárias em estado de atenção em 2026. Especialistas apontam que fatores como mudanças climáticas, maior circulação de pessoas e intensificação das atividades econômicas contribuem para a propagação de doenças infecciosas.

Entre os principais focos de monitoramento estão a gripe aviária H5N1, o mpox e o vírus Oropouche, além de outras enfermidades que registraram aumento de ocorrências nos últimos meses.

Oropouche e gripe aviária no radar internacional

Dados da Organização Pan-Americana da Saúde indicam que, até agosto de 2025, o Brasil reunia cerca de 90% das notificações de Oropouche nas Américas, com ocorrências em 20 estados. Cinco mortes foram confirmadas, quatro no Rio de Janeiro e uma no Espírito Santo. Ainda não há vacina nem tratamento específico disponível.

Em resposta ao avanço da doença, a Organização Mundial da Saúde anunciou, em janeiro de 2026, uma iniciativa para acelerar pesquisas voltadas ao enfrentamento do vírus.

A gripe aviária H5N1 também voltou ao centro das atenções após registros em mamíferos, incluindo rebanhos leiteiros nos Estados Unidos. O Centers for Disease Control and Prevention confirmou, desde 2024, 71 casos humanos e duas mortes no país, sem evidência de transmissão sustentada entre pessoas. No Brasil, o vírus foi identificado em uma granja comercial em 2025, e o Instituto Butantan conduz estudos para desenvolver imunizante específico.

Outras doenças mantêm vigilância ativa

O mpox segue em circulação global desde o surto ampliado em 2022. Duas variantes continuam sob monitoramento, sendo uma associada a quadros mais graves. Apesar da existência de vacina, autoridades de saúde acompanham possíveis alterações no comportamento do vírus.

Já o chikungunya acumulou mais de 445 mil casos suspeitos e confirmados nas Américas em 2025, com ao menos 155 mortes. No Brasil, foram contabilizados 129 mil registros e 121 óbitos, conforme dados do Ministério da Saúde.

Também houve registro recente do vírus Nipah na Índia, o que reforçou o acompanhamento internacional, embora não haja casos confirmados no Brasil. O sarampo, por sua vez, apresenta crescimento em alguns países, cenário associado à redução das coberturas vacinais.

Especialistas destacam que a ampliação da vigilância, aliada ao fortalecimento das campanhas de imunização, é fundamental para reduzir o risco de surtos de maior impacto nos próximos anos.

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Maria Angélica é estagiária sob supervisão do editor-executivo do Folha JF, Matheus Brum.

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