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30/06/2025
Anderson Narciso
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Juiz de Fora inaugura Centro de Preservação da Memória Negra com exposição sensorial

Juiz de Fora inaugura o Centro de Preservação da Memória Negra com a exposição sensorial “Estesia”.
Centro de Preservação da Memória Negra de Juiz de Fora e Região
Imagem: Anderson Narciso.

Nessa segunda, 30 de junho, Juiz de Fora dará um passo importante rumo à reparação histórica e à valorização da cultura afro-brasileira. A Prefeitura, por meio da Secretaria Especial de Promoção da Igualdade Racial (SEIR), inaugura o Centro de Preservação da Memória Negra de Juiz de Fora e Região. A cerimônia será realizada às 19h, no Paço Municipal (Av. Rio Branco, 2.234 – Parque Halfeld), com acesso restrito a autoridades e convidados.

O novo espaço nasce como um marco simbólico e concreto do compromisso da cidade com o reconhecimento da contribuição histórica da população negra para a construção e o desenvolvimento do município. A inauguração será marcada pela abertura da exposição “Estesia”, uma mostra sensorial que propõe um mergulho profundo nas memórias historicamente silenciadas da população negra juiz-forana.

Um passo em direção ao Museu da Memória Negra

De acordo com a secretária de Promoção da Igualdade Racial, Giane Elisa Sales de Almeida, o Centro representa mais do que um espaço físico: é uma ferramenta de justiça e reconstrução.

“A criação do Centro de Preservação da Memória Negra de Juiz de Fora é o primeiro passo para a implementação do Museu da Memória Negra. É um gesto de reparação com uma população que teve sua memória silenciada, mas que agora passa a contar com um espaço para o resgate, a celebração e a valorização da sua trajetória.”

O espaço está alinhado com os princípios da nova museologia, que entende os museus como territórios vivos, dinâmicos e voltados à transformação social, mais do que como simples repositórios de objetos.

Exposição “Estesia”: o sentir como resistência

A mostra inaugural, intitulada “Estesia”, foi concebida para provocar reflexões sensoriais e emocionais sobre o impacto do racismo estrutural, as heranças da escravidão e o apagamento da presença negra na história urbana de Juiz de Fora. A proposta é que o público viva uma experiência imersiva, que convoque os sentidos diante de uma memória coletiva marcada pela resistência e pela luta.

Com a inauguração do Centro, Juiz de Fora se junta a outras cidades do país que vêm investindo na preservação ativa das culturas afro-brasileiras, reconhecendo sua centralidade na formação social, política e cultural do Brasil.

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