Um cão foi resgatado em estado grave de saúde em Bom Jardim de Minas, na região de Juiz de Fora, nesta sexta-feira (21). Segundo boletim de ocorrência da Polícia Militar, o animal apresentava magreza extrema, lesões pelo corpo e estava em um imóvel sem alimentação disponível. O caso foi registrado como maus-tratos a animais.
A ocorrência começou depois que o responsável pela Associação de Proteção Animal Anjos de Quatro Patas recebeu, pelo WhatsApp, fotos e vídeos denunciando a situação do cachorro. Ele procurou a Polícia Militar e pediu acompanhamento até o imóvel para verificar a denúncia.
Ao chegar ao endereço, o representante da associação conseguiu visualizar o cachorro ainda da rua. Conforme o registro policial, o animal estava no terreiro e apresentava “magreza acentuada e lesões aparentes pelo corpo”. Os policiais também constataram que não havia alimento disponível para o cão.
Uma mulher que estava no imóvel informou à PM que o proprietário do cachorro era um jovem de 21 anos, que seria o único responsável pelos cuidados do animal. Ele não estava em casa no momento da ocorrência porque, segundo ela, estaria trabalhando.
Cão apresentava desnutrição extrema
Com autorização da mulher que estava no imóvel, o cachorro foi retirado do local e levado pela associação de proteção animal. Posteriormente, passou por avaliação veterinária.
O laudo apontou um quadro considerado grave. O cão apresentava magreza extrema, desnutrição acentuada, desidratação e sinais compatíveis com privação prolongada de alimento.
A avaliação também identificou palidez das mucosas, indicativa de possível anemia, além de lesões dermatológicas compatíveis com sarna ou outra dermatopatia parasitária. O animal ainda apresentava infestação acentuada por pulgas e carrapatos.
Segundo a veterinária, o conjunto dos problemas encontrados indica grave comprometimento da saúde e do bem-estar do cachorro e exige atendimento veterinário imediato, suporte nutricional e hídrico, controle de parasitas, tratamento dermatológico e investigação de possível anemia. O laudo aponta indícios de possível negligência e maus-tratos.
As próprias fotografias anexadas ao boletim mostram o animal extremamente magro, com as costelas bastante aparentes e extensa perda de pelos pelo corpo.
Responsável não foi localizado
O cão permaneceu sob os cuidados da Associação de Proteção Animal Anjos de Quatro Patas. O jovem apontado no boletim como responsável pelo animal não foi localizado pela Polícia Militar durante o atendimento da ocorrência e, conforme consta no registro, não houve prisão.
O caso foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil de Andrelândia para as providências cabíveis.