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10/06/2026
Maria Angélica
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Atrasos em pagamentos de terceirizados e piso da enfermagem geram mobilização em Juiz de Fora

Trabalhadores relatam salários e benefícios em atraso; sindicato convocou paralisação para esta sexta-feira (12)
Atrasos em pagamentos de terceirizados e piso da enfermagem geram mobilização em Juiz de Fora
Foto: Reprodução/PJF

Funcionários de empresas terceirizadas que prestam serviços à Prefeitura de Juiz de Fora (PJF) relatam atrasos no pagamento de salários e benefícios, situação que levou o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Asseio e Conservação (Sinteac) a convocar uma paralisação geral para esta sexta-feira (12). Além das reclamações envolvendo os contratos terceirizados, profissionais da saúde também apontam demora no repasse dos recursos referentes ao Piso Nacional da Enfermagem, ampliando a preocupação entre categorias que dependem dos pagamentos vinculados ao município.

Os relatos envolvem trabalhadores das empresas TR2, One, RPL e Ideas, responsáveis por diferentes serviços prestados à administração municipal. Segundo apuração junto aos funcionários, os atrasos atingem salários e benefícios trabalhistas, gerando dificuldades para o cumprimento de compromissos financeiros e aumentando a insatisfação entre os empregados.

A situação também afeta profissionais vinculados à empresa Village, que relatam problemas relacionados ao pagamento do vale-alimentação e à ausência de reajuste salarial. Trabalhadores da Colmeia igualmente informaram dificuldades envolvendo repasses e remunerações nos últimos dias.

Sindicato convoca paralisação diante das reclamações

O acúmulo de relatos levou o Sinteac a anunciar uma paralisação geral dos trabalhadores terceirizados. A mobilização foi convocada em meio às queixas registradas por diferentes categorias e tem como principal objetivo cobrar a regularização dos pagamentos pendentes.

De acordo com informações levantadas pela reportagem, representantes das empresas atribuíram os atrasos a dificuldades financeiras relacionadas aos repasses recebidos pelos contratos de prestação de serviços. A situação provocou incerteza entre os trabalhadores, que aguardam uma solução para a normalização dos pagamentos.

A paralisação pode afetar setores atendidos por mão de obra terceirizada, uma vez que os profissionais atuam em diferentes áreas da estrutura municipal.

Piso da enfermagem também é alvo de questionamentos

Além dos problemas relatados pelos terceirizados, profissionais da área da saúde demonstram preocupação com o repasse dos recursos destinados ao Piso Nacional da Enfermagem. Segundo informações obtidas junto a instituições hospitalares, a Prefeitura teria solicitado as notas fiscais necessárias para o procedimento apenas nesta semana.

Integrantes do setor afirmam que a solicitação ocorreu fora do prazo normalmente adotado para a tramitação dos pagamentos, o que aumentou a apreensão entre trabalhadores e gestores das unidades de saúde que aguardam a liberação dos valores.

O piso da enfermagem é custeado por recursos federais e depende de etapas administrativas para que os repasses cheguem aos profissionais contemplados.

Prefeitura afirma que realizou repasses

Em nota encaminhada à reportagem, a PJF informou que os repasses destinados às empresas terceirizadas foram realizados. No entanto, a administração municipal não respondeu aos questionamentos apresentados sobre a situação dos recursos destinados ao Piso Nacional da Enfermagem.

Até o momento, trabalhadores seguem cobrando esclarecimentos sobre os atrasos relatados e aguardam a regularização dos pagamentos.

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