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26/11/2025
Maria Angélica
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Vacina brasileira de dose única contra a dengue recebe aval técnico da Anvisa

Imunizante protege contra os quatro sorotipos do vírus e será analisado pelo Ministério da Saúde para entrada no PNI
Vacina brasileira de dose única contra a dengue recebe aval técnico da Anvisa
Foto: Freepick

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) concluiu a análise técnica da Butantan-DV, vacina desenvolvida pelo Instituto Butantan para prevenção da dengue. A etapa administrativa que formaliza o registro deve ser concluída nos próximos dias, após a assinatura do termo de compromisso entre o instituto e a agência em São Paulo. A medida ocorre em um momento de atenção para a chegada da temporada de maior circulação do mosquito no país.

Com o avanço regulatório, o governo iniciou as etapas preparatórias para possível utilização do imunizante na rede pública. A pasta ainda não definiu quando a aplicação começará nem como será organizada a oferta no território nacional.

Produção antecipada e expectativas para distribuição

O Butantan iniciou a fabricação ainda no começo de 2025 e já dispõe de um lote inicial destinado às primeiras etapas de distribuição. A parceria firmada com o laboratório chinês WuXi Biologics permitirá aumentar a produção e alcançar cerca de 60 milhões de doses anuais a partir de 2026, volume que poderá crescer de acordo com a demanda.

Se confirmada a autorização final, o imunizante poderá ser aplicado em pessoas de 2 a 59 anos, reunindo uma das faixas etárias mais amplas já contempladas no combate à doença.

Eficácia da vacina da dengue e expectativa para o uso no SUS

Estudos mostram que a Butantan-DV alcançou eficácia de 79,6% contra casos sintomáticos e de 89% em quadros graves ou com sinais de alarme, indicando alto potencial para reduzir internações e aliviar a pressão sobre o sistema público de saúde. Por ser tetravalente, consegue agir simultaneamente contra todos os sorotipos que circulam no país.

A aplicação em dose única é vista por especialistas como uma vantagem operacional, já que simplifica o esquema vacinal e tende a ampliar a adesão da população. Atualmente, o SUS utiliza a Qdenga, que exige duas aplicações e é indicada apenas para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos.

Maria Angélica é estagiária sob supervisão do editor-executivo do Folha JF, Matheus Brum.

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