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Mães denunciam agressões contra crianças em creche no bairro Bandeirantes

Famílias relatam violência na Creche Virgínia Fávero. Prefeitura diz acompanhar o caso e Polícia Civil investiga em sigilo
agressão a criança em creche de Juiz de Fora foi denunciada
Cauê, de 1 ano e 11 meses, teria sido agredido em creche no Bandeirantes (Foto: DIvulgação / Arquivo Pessoal)

Um grupo de mães do bairro Bandeirantes, em Juiz de Fora, denunciou supostas agressões físicas contra crianças matriculadas na Creche Virgínia Fávero, instituição conveniada à Prefeitura de Juiz de Fora (PJF). As famílias afirmam que os filhos voltaram para casa com marcas no corpo e que episódios semelhantes já teriam ocorrido em outras ocasiões. A Polícia Civil informou que o caso está sendo investigado em sigilo.

O caso mais recente envolve o pequeno Cauê, de 1 ano e 11 meses. A mãe registrou um boletim de ocorrência após notar hematomas nas costas da criança. Segundo ela, ao questionar as funcionárias da creche, ouviu que se tratava de “uma alergia”. O caso foi divulgado inicialmente pelo jornalista Elias Arruda e confirmado pelo Folha JF.

Além da denúncia individual, um grupo de mães se reuniu para relatar outros episódios de violência na unidade. Ex-funcionários confirmaram ter presenciado agressões físicas e verbais contra crianças. No ano passado, uma professora teria sido demitida após agredir um bebê no berçário.

PJF repudia agressões em creche e no sistema educacional de Juiz de Fora

Em resposta, a Prefeitura divulgou uma nota oficial:

“No dia 21 de agosto de 2025, a Supervisão de Apoio Pedagógico das Instituições Parceiras (SAPIP) tomou conhecimento de uma situação comunicada pela coordenação da Creche Virgínia Fávero, referente a uma criança matriculada na unidade, e iniciou os encaminhamentos necessários.

Segundo relato da coordenação, os responsáveis compareceram à creche afirmando que a criança teria apresentado marcas nas costas após permanecer na instituição. No momento do atendimento, a mãe levantou a blusa da criança para mostrar os supostos sinais, informando que haviam desaparecido, mas que estariam visíveis no dia anterior. A coordenação destacou que não houve registros ou comunicações das professoras ou da própria criança sobre qualquer ocorrência que pudesse ter causado tais marcas.

A situação está sendo acompanhada pela equipe da SAPIP e encaminhada à Supervisão de Mediação e Acompanhamento do Educando, responsável por articular os devidos encaminhamentos no âmbito da rede de proteção da criança. A Secretaria de Educação permanece em diálogo com a creche para a compreensão dos fatos e a tomada das providências necessárias, e se mantém aberta à família.

A Prefeitura de Juiz de Fora enfatiza seu empenho em investigar o caso com seriedade, acolher a família envolvida e reitera que repudia qualquer prática que não seja pautada pelo cuidado, acolhimento e caráter educativo em seus espaços escolares.”

Investigações em andamento

A Polícia Civil confirmou que instaurou investigação e que o caso tramita em sigilo. A Prefeitura reforçou que “permanece em diálogo com a creche e está aberta à família” e destacou que “repudia qualquer prática violenta nas escolas”.

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