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02/05/2026
Maria Angélica
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Minas Gerais lidera número de acidentes com animais peçonhentos e acende alerta em 2026

Estado soma mais de 592 mil casos em 14 anos e concentra maior número de registros do país
Minas Gerais lidera número de acidentes com animais peçonhentos e acende alerta em 2026
Foto: Reprodução/Governo de Minas

Minas Gerais concentra o maior número de acidentes com animais peçonhentos do Brasil, com 592.103 ocorrências registradas entre 2010 e 2024 e quase 60 mil casos apenas em 2025. O cenário é impulsionado por fatores como altas temperaturas, período chuvoso, crescimento urbano e falhas no saneamento, que favorecem a proliferação desses animais e aumentam o risco de contato com a população.

Os dados mais recentes mostram que os escorpiões lideram os registros, com mais de 42 mil ocorrências em 2025, seguidos por casos envolvendo aranhas, abelhas e serpentes. Apesar do volume elevado, a maior parte dos atendimentos é realizada de forma ambulatorial, sem necessidade de internação, o que indica resposta rápida dos serviços de saúde e acesso ao tratamento adequado. Ainda assim, Minas Gerais também concentra o maior número de mortes do país no período analisado, com 559 óbitos, sendo as serpentes responsáveis pela maior parte dos casos fatais.

Escorpiões lideram ocorrências e crianças estão entre os mais afetados

Especialistas apontam que a predominância dos escorpiões está ligada à capacidade de adaptação ao ambiente urbano e à rápida reprodução. Em Minas Gerais, a espécie mais comum é o escorpião-amarelo (Tityus serrulatus), frequentemente encontrado em locais com acúmulo de lixo, entulho e redes de esgoto. As condições climáticas, especialmente calor e umidade, também contribuem para o aumento da presença desses animais, principalmente nos meses mais quentes.

Na região metropolitana de Belo Horizonte, crianças de um a nove anos estão entre os grupos mais vulneráveis a casos graves envolvendo escorpiões. Já em áreas rurais, acidentes com serpentes são mais frequentes e apresentam maior risco de complicações, especialmente quando há demora no atendimento.

Prevenção e atendimento são essenciais para reduzir riscos

A distribuição dos casos também reflete desigualdades sociais, com maior incidência em municípios com infraestrutura mais precária e menor acesso a serviços básicos. Diante desse cenário, especialistas reforçam que a busca por atendimento imediato após picadas ou ferroadas é fundamental para evitar agravamentos.

A orientação é lavar o local apenas com água e sabão e procurar uma unidade de saúde o mais rápido possível, já que o acesso ao soro é determinante para o tratamento. Medidas simples de prevenção, como evitar acúmulo de lixo, manter ambientes limpos e vedar frestas em portas, janelas e ralos, também ajudam a reduzir a presença desses animais nas residências.

Segundo o Governo de Minas Gerais, por meio da Secretaria de Estado de Saúde e da Fundação Ezequiel Dias (Funed), o estado conta com uma rede estruturada de atendimento e monitoramento, com unidades preparadas para oferecer assistência e soroterapia em todas as regiões, além de ações contínuas de orientação à população.

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