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12/04/2025
Matheus Brum
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Acusado de matar Geraldo Magela em churrascaria de JF vai a Júri Popular; Defesa crê em absolvição

Caso aconteceu em junho de 2023, no bairro Manoel Honório. Advogado foi agredido ao tentar apartar discussão e morreu após ser agredido por Edmilson Pereira Costa, cair e bater a cabeça no chão
Geraldo Magela morreu após receber dois socos enquanto tentava separar uma briga em uma churrascaria de Juiz de Fora
Geraldo Magela morreu após receber dois socos enquanto tentava separar uma briga em uma churrascaria de Juiz de Fora

A Justiça determinou que Edmilson Pereira Costa vá a júri popular, acusado de ser o responsável pela morte do advogado Geraldo Magela, de 72 anos, em uma churrascaria localizada no bairro Manoel Honório, em Juiz de Fora. O crime ocorreu em junho de 2024, e o julgamento ainda não tem data marcada. Enquanto isso, o acusado segue preso preventivamente.

A decisão é da juíza Joyce Souza de Paula, que entendeu que o caso deve ser julgado por um tribunal do júri, composto por cidadãos, dada a gravidade dos fatos e os elementos apresentados pela investigação. A defesa de Edmilson ainda pode recorrer da decisão.

O episódio teve início quando Edmilson, que na época movia um processo trabalhista contra a churrascaria, foi até o local tirar satisfação com o gerente, que havia prestado depoimento contra ele. Durante a discussão, ele teria agarrado o gerente pelo colarinho.

De acordo com o depoimento do próprio gerente, Geraldo Magela tentou intervir na briga. “Geraldo tentou, por duas vezes, me tirar da confusão”, contou. Porém, diante da insistência de Edmilson, a situação saiu do controle. O acusado, visivelmente irritado, desferiu dois socos no idoso, que caiu ao chão e bateu com a cabeça, morrendo no local.

A versão de Edmilson, no entanto, foi diferente. Ele negou a agressão e afirmou que apenas “levantou o braço”, alegando que “o cotovelo poderia ter acertado Geraldo Magela”, mas que “não viu a vítima caindo”.

Defesa de Edmilson se posiciona

Em nota enviada ao Folha JF, a defesa de Edmilson Pereira Costa informou que está ciente da decisão proferida pela juíza Joyce Souza de Paula e que acredita que o Edmilson será inocentado pela morte de Geraldo Magela.

“A defesa técnica do Sr. Edimilson Pereira Costa vem informar que está ciente da decisão de pronúncia proferida contra seu cliente, e que respeitamos a decisão, todavia destacamos que ainda cabe recurso para o Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Convém também ressaltar que a decisão de pronúncia não é sentença, apenas reconhece a competência do júri popular para o julgamento. Desta feita, ficará demonstrado que os fatos se deram de maneira diversa do narrado na peça acusatória, como também ficará provado não haver qualquerindício de que o Sr. Edimilson agiu com dolo eventual, como quer fazer crer a acusação”, assina a nota os advogados Aurélio Casali de Moraes, Eleonora Barbora Nogueira de Lucena e Bruno Fernandes dos Santos.

Relembre a morte de Geraldo Magela

Na ocasião do crime, o tenente Antônio Nazareno, do 2º Batalhão da PM, relatou o que foi apurado no local:
“Parece que eles estavam transitando na rua, discutiram um com o outro, e esse terceiro, que foi vitimado, tentou intervir. Um, não satisfeito com a intervenção dele, desferiu um soco. Ele caiu no chão, bateu a cabeça e já ficou desmaiado”, explicou.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foi acionado e tentou reanimar Geraldo Magela por cerca de 40 minutos, mas o óbito foi confirmado ainda no local. Após a agressão, Edmilson foi preso em flagrante, ao tentar se esconder dentro do próprio local de trabalho, próximo à cena do crime.

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) – Subseção Juiz de Fora se manifestou publicamente após o crime.
“A Ordem dos Advogados do Brasil manifesta a profunda indignação com o caso de gravíssima violência perpetrada contra um advogado, informando que segue acompanhando de perto o desenrolar do caso”, declarou a instituição, prestando solidariedade à família da vítima.

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