A programação da Tela Brasileira recebe, nesta terça-feira (15), uma sessão especial no Cinema Alameda, em Juiz de Fora, com três curtas-metragens que abordam temas como diversidade, violência, ancestralidade, memória e mudanças climáticas. A exibição, que começa às 19h, também marca a abertura da 5ª edição do Festival Internacional de Cinema e Cultura da Diversidade (Festicidi). A entrada é gratuita.
A sessão reúne produções de diferentes realizadores e perspectivas, aproximando o público de histórias que relacionam experiências individuais a questões sociais e à realidade de diferentes territórios. Também serão apresentados filmes produzidos por jovens e adolescentes durante oficinas realizadas pelo festival.
Curta aborda infância e mudanças climáticas
A programação começa com “Sereia”, dirigido por Estevan de la Fuente. Com 14 minutos, o curta acompanha Lúcio, uma criança que encontra no desenho de sereias e nas brincadeiras com bonecas uma forma de expressão em uma família marcada pela intolerância do pai. Paralelamente, a produção apresenta os impactos das mudanças climáticas sobre uma comunidade de pescadores do litoral sul brasileiro.
A história se desenvolve a partir do aniversário de Lúcio, quando uma surpresa preparada pela mãe cria uma pausa na rotina de conflitos vivida pelo menino. O filme aproxima a experiência da criança de uma questão ambiental que afeta o território onde a comunidade vive.
Na sequência, será exibido “Cadu Barcellos – Cria não morre, vira lenda”, documentário de 15 minutos dirigido por Wagner Novais. A produção recupera a trajetória do cineasta Cadu Barcellos, relacionando sua história às origens familiares e ao Complexo da Maré, no Rio de Janeiro.
O documentário aborda a presença da juventude negra e periférica no audiovisual e utiliza memória, ancestralidade e legado para reconstruir a trajetória do diretor, que morreu em 2020.
Lendas amazônicas encerram a sessão
A terceira produção da noite será “Um rio de histórias”, de Eva Pereira. Com 15 minutos de duração, o curta parte das lendas amazônicas para mostrar como essas narrativas são preservadas e transmitidas entre gerações nas comunidades ribeirinhas.
Ao abordar os relatos ligados aos povos originários e à floresta, o filme evidencia o papel dessas histórias na transmissão de conhecimentos, valores e tradições. A relação entre memória e território aparece, assim, como um dos elementos que conectam as três produções da sessão.
A exibição integra a programação da Tela Brasileira, iniciativa realizada pela Prefeitura de Juiz de Fora, por meio da Funalfa e do Polo Audiovisual de Juiz de Fora (Polo JF Cine), em parceria com o Cinema Alameda. A proposta é ampliar o acesso a produções audiovisuais e promover a circulação de filmes e festivais na cidade.