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27/07/2026
Maria Angélica
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Paralisação de motoristas e entregadores por aplicativo começa nesta segunda em Juiz de Fora

Categoria iniciou mobilização nesta segunda-feira (27) contra mudanças adotadas por plataformas de transporte e entrega.
Paralisação de motoristas e entregadores por aplicativo começa nesta segunda em Juiz de Fora
Foto: Marcello Casal Jr./ABr

Motoristas de aplicativo, motoboys, motogirls e entregadores por bicicleta realizam, a partir das 16h desta segunda-feira (27), uma paralisação em Juiz de Fora para protestar contra mudanças adotadas por plataformas de transporte e entrega. Organizada pela Associação dos Motoboys, Motogirls e Entregadores de Juiz de Fora (AMMEJUF), a mobilização terá concentração no estacionamento do Carrefour e deve seguir até a meia-noite de quarta-feira (29), período em que os participantes afirmam que não irão aceitar corridas nem realizar entregas pelos aplicativos.

A manifestação ocorre uma semana após a categoria anunciar a paralisação e tem como principal objetivo chamar a atenção para mudanças implementadas pelas plataformas, que, segundo os trabalhadores, reduziram a remuneração e aumentaram os custos para permanecerem ativos nos aplicativos. Após a concentração, os participantes seguiram em carreata e motociata pelas principais vias da cidade até a Câmara Municipal.

Categoria critica mudanças nas plataformas e cobra remuneração mínima

Entre as principais reclamações está o novo modelo de entregas do iFood, chamado “+Entregas”. De acordo com a AMMEJUF, o sistema exige o agendamento prévio de turnos e reduziu o valor mínimo pago por algumas entregas, o que, segundo a entidade, impacta diretamente a renda dos entregadores.

Os trabalhadores também contestam os sistemas de passe adotados pelas plataformas de transporte, como Uber e 99. Segundo o movimento, o novo modelo exige o pagamento antecipado para que motoristas tenham acesso às chamadas de passageiros, sem garantia de volume de corridas suficiente para compensar o investimento. A categoria afirma ainda que o formato transfere os riscos da atividade aos profissionais e aumenta os custos para quem depende dos aplicativos como principal fonte de renda.

Entre as reivindicações apresentadas está a criação de um piso de R$ 10 para corridas e entregas de até quatro quilômetros, além do pagamento adicional de R$ 2,50 por quilômetro percorrido. Durante a paralisação, integrantes do movimento também realizam ações de conscientização em frente a grandes redes comerciais e centros de compras da cidade para dialogar com outros profissionais sobre os impactos das mudanças.

99 afirma que novo modelo amplia oportunidades de ganho

Procurada pela reportagem, apenas a 99 se manifestou sobre a mobilização. Em nota, a empresa informou que o Pacote Taxa Zero foi criado para “evoluir continuamente as ofertas de oportunidade de ganho” dos motociclistas parceiros e afirmou que o modelo substitui a cobrança da taxa de intermediação por corrida pela contratação de pacotes por tempo ou por faixa de ganhos.

Segundo a plataforma, durante a vigência do pacote, “o motociclista parceiro recebe integralmente o valor pago pelo passageiro nas viagens elegíveis, sem desconto da taxa de intermediação sobre cada corrida”. A empresa também destacou que mantém canais permanentes de diálogo com motoristas e motociclistas parceiros e declarou respeitar o direito de manifestação da categoria.

Até a publicação desta reportagem, Uber e iFood não haviam se pronunciado sobre a paralisação iniciada nesta segunda-feira.

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