Encontrar uma vaga de trabalho tem se tornado uma realidade mais acessível para muitos mineiros. Dados divulgados pela Fundação João Pinheiro (FJP) mostram que Minas Gerais encerrou o quarto trimestre de 2025 com taxa de desemprego de 3,8%, o menor índice desde o início da série histórica, em 2012. O resultado também ficou abaixo da média nacional, que foi de 5,1% no mesmo período.
O indicador reflete um cenário de expansão do mercado de trabalho no estado, marcado pelo aumento das contratações e pelo crescimento do número de pessoas ocupadas. Na prática, o percentual é considerado próximo ao chamado pleno emprego, situação em que a maior parte dos trabalhadores sem ocupação está apenas em processo de transição entre um emprego e outro, e não necessariamente enfrentando falta de oportunidades.
Os números ajudam a explicar essa mudança. Em março de 2026, Minas alcançou mais de 5 milhões de vínculos formais ativos, o maior volume já registrado na série histórica. Ao longo dos últimos 12 meses, o saldo entre admissões e desligamentos permaneceu positivo, indicando que o mercado continuou criando vagas em ritmo superior ao das demissões.
O avanço também aparece quando se observa um período mais longo. Em comparação com 2019, antes da pandemia de Covid-19, o estado passou a contar com cerca de 658 mil postos de trabalho a mais. O crescimento foi registrado tanto entre trabalhadores com carteira assinada quanto entre profissionais autônomos, trabalhadores por conta própria e outras modalidades de ocupação.
Comércio e serviços lideram geração de empregos
O comércio segue como a principal porta de entrada para o mercado de trabalho em Minas Gerais. No fim de 2025, o setor concentrava quase 2 milhões de trabalhadores, respondendo por aproximadamente 18% das ocupações existentes no estado.
Além do comércio, atividades ligadas aos serviços tiveram participação importante na expansão do emprego. Segmentos como transporte, armazenagem, hospedagem, alimentação, tecnologia da informação, comunicação, serviços financeiros, mercado imobiliário e administração pública registraram crescimento nos últimos anos.
Juntos, esses setores concentram a maior parte das vagas existentes em Minas e ajudam a explicar o desempenho do estado na geração de empregos. Atualmente, o mercado de trabalho mineiro reúne cerca de 10,8 milhões de pessoas ocupadas, consolidando um cenário de recuperação e crescimento que vem sendo observado desde o período pós-pandemia.