As chuvas intensas registradas na região da Zona da Mata provocaram alagamentos e transtornos em áreas urbanas de Ubá e Matias Barbosa. Em Ubá, o acumulado chegou a 160 mm, segundo dados do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais, enquanto em Matias Barbosa foram registrados 69 mm na região de Cedofeita. A forte precipitação causou enxurradas, interdição de vias e alagamento de áreas próximas ao Rio Paraibuna, que registrou elevação no nível da água.
Até o momento, não há informações oficiais sobre mortos, feridos ou desabrigados em Ubá. No entanto, a Prefeitura informou, por meio de redes sociais, que alguns serviços públicos foram temporariamente suspensos por questões de segurança e mobilidade urbana. Ruas foram tomadas pela água e veículos chegaram a ser arrastados pela força da correnteza em alguns pontos da cidade.
Matias Barbosa registra alagamentos e recebe famílias atingidas
Em Matias Barbosa, o volume de chuva contribuiu para o transbordamento do Rio Paraibuna, provocando alagamentos em diferentes regiões do município. De acordo com a administração municipal, famílias afetadas estão sendo encaminhadas para a Escola Municipal Lucy de Castro Cabral, que passou a funcionar como ponto de acolhimento emergencial.
A prefeitura informou que ainda não há um levantamento fechado sobre o número total de desabrigados. Equipes de segurança pública e defesa civil atuam principalmente nas regiões do Centro, Cedofeita, Nossa Senhora da Penha e Ponte do Arco, áreas que apresentaram maior impacto do temporal.
Estado de calamidade pública
Diante da situação, o prefeito de Matias Barbosa decretou estado de calamidade pública no município. A medida tem como objetivo facilitar o acesso a recursos emergenciais e acelerar ações de assistência às famílias atingidas pelas chuvas, além de permitir maior agilidade nas medidas de resposta às ocorrências.
A administração municipal destacou que segue mobilizada para o atendimento à população afetada e para o monitoramento das áreas de risco. Autoridades recomendam que moradores evitem deslocamentos desnecessários durante períodos de chuva intensa e permaneçam atentos a alertas emitidos pela defesa civil.
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Maria Angélica é estagiária sob supervisão do editor-executivo do Folha JF, Matheus Brum.