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16/02/2026
Maria Angélica
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Varejo de Minas inicia 2026 com queda de 5,2% nas vendas

Levantamento aponta retração anual e desaceleração generalizada no país
Varejo de Minas inicia 2026 com queda de 5,2% nas vendas
Foto: Freepick

O volume de vendas do varejo em Minas Gerais registrou queda de 5,2% em janeiro de 2026, na comparação com o mesmo período do ano passado, segundo a 37ª edição do Índice do Varejo Stone (IVS), divulgada nesta quinta-feira (13). O resultado indica que o setor começou o ano em retração, mantendo o cenário de desaceleração observado no encerramento de 2025.

De acordo com o levantamento, o recuo em Minas acompanha uma tendência nacional. Apenas o Amapá apresentou crescimento anual, com alta de 2,9%. Nos demais estados, houve retração, com quedas mais expressivas no Rio Grande do Sul (10,2%), Rio Grande do Norte (7,6%) e Amazonas (7,3%).

A análise do estudo aponta que o desempenho reflete um enfraquecimento disseminado da atividade varejista no início de 2026. Entre os fatores citados estão o alto nível de endividamento das famílias e o custo elevado do crédito, que seguem pressionando o consumo, especialmente nas regiões Sul, Sudeste e parte do Centro-Oeste.

Desempenho dos segmentos do varejo em janeiro

Entre os oito segmentos avaliados, apenas hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo registraram crescimento mensal, com alta de 1,4%, influenciada pela deflação recente da alimentação no domicílio.

Os demais setores apresentaram retração no comparativo mensal. Artigos farmacêuticos e combustíveis e lubrificantes recuaram 5,6%, seguidos por material de construção (3,3%), livros, jornais, revistas e papelaria (1,9%) e outros artigos de uso pessoal e doméstico (1,5%). O segmento de móveis e eletrodomésticos teve queda de 0,3%, enquanto tecidos, vestuário e calçados manteve estabilidade.

Na comparação anual, todos os oito segmentos registraram queda. A maior retração foi observada em combustíveis e lubrificantes (15,1%), seguida por artigos farmacêuticos (7,5%), tecidos, vestuário e calçados (6,7%), livros e papelaria (5,5%), material de construção (4,7%), outros artigos de uso pessoal e doméstico (4,6%), supermercados e similares (4,2%) e móveis e eletrodomésticos (2,3%).

Leia a matéria: https://folhajf.com.br/br-040-deve-receber-320-mil-veiculos-no-carnaval/

Maria Angélica é estagiária sob supervisão do editor-executivo do Folha JF, Matheus Brum.

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