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16/01/2026
Matheus Brum
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Prefeitura rompe contrato com empresa do Mercado Municipal após atrasos salariais e anuncia nova gestão do espaço

Mudança administrativa ocorre após denúncias de salários e benefícios atrasados. PJF cria comitê gestor e afirma que não haverá nova terceirizada. Sindicato cobra pagamento das verbas rescisórias
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Imagem: Divulgação / PJF

A Prefeitura de Juiz de Fora rompeu o contrato com a empresa ONE Gestão e Serviços, responsável por fornecer trabalhadores ao Mercado Municipal, e anunciou uma reorganização completa da gestão do espaço cultural.

A decisão ocorre após reiteradas denúncias de atrasos no pagamento de salários e benefícios dos funcionários terceirizados — situação que o Folha JF trouxe diversas vezes ao longo dos últimos meses, sem que houvesse solução apresentada pela empresa.

Com a rescisão, não haverá contratação de uma nova terceirizada. Os serviços do Mercado passarão a ser absorvidos diretamente por diferentes setores da Administração Municipal.

Nova estrutura de gestão

Em nota, a Prefeitura afirma que a mudança faz parte de um plano estrutural para reorganizar o equipamento:

“A reorganização administrativa do Mercado Municipal faz parte de um conjunto de medidas estruturais voltadas ao aprimoramento da gestão, à melhoria dos serviços prestados e à garantia do pleno funcionamento desse importante equipamento público da cidade”

A PJF anunciou a criação de um Comitê Gestor do Mercado Municipal, presidido pela Secretaria de Desenvolvimento Urbano com Participação Popular (SEDUPP), com participação da SELICON, SETUR e FUNALFA.

Segundo a Prefeitura, também estão em andamento:

  • Publicação de um novo regimento interno
  • Elaboração de um novo decreto de gestão

“Instrumentos que vão dar mais transparência, eficiência e previsibilidade à gestão do espaço”, informou a Prefeitura.

Rescisão motivada por falhas nos serviços e denúncias trabalhistas

A Prefeitura afirma que a retirada da ONE não foi apenas administrativa, mas também consequência da qualidade dos serviços e das queixas dos próprios trabalhadores:

“A decisão foi tomada a partir da avaliação de que os serviços prestados não vinham atendendo de forma satisfatória às necessidades do Mercado Municipal. Além disso, havia reclamações dos próprios funcionários contratados pela empresa contra a ONE”, informou a PJF.

A PJF acrescenta que a mudança foi discutida com os permissionários do Mercado, que concordaram com a nova modelagem, inclusive com a saída da terceirizada, o que também reduz os custos do condomínio do espaço.

Situação dos trabalhadores segue pendente

O ponto mais sensível agora é o destino dos funcionários que atuavam no Mercado. O Sinteac, sindicato que representa trabalhadores terceirizados, afirma que a empresa descumpria legislação trabalhista, com salários e benefícios atrasados, e que após a rescisão os funcionários ficaram sem assistência da empresa.

“A empresa vinha descumprindo a legislação trabalhista e a convenção coletiva de trabalho, atrasando pagamento de salários e benefícios.”

Diante disso, o sindicato solicitou mediação urgente no Ministério do Trabalho:

“O SINTEAC solicitou uma mediação em caráter de urgência no Ministério do Trabalho para discutir o término do contrato dos trabalhadores e garantir o pagamento de todas as verbas rescisórias.”

Até o momento, não há informação pública sobre quando — ou como — essas verbas serão quitadas.

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