Policiais penais denunciaram a falta de ração para os cães do Grupo de Operações com Cães (GOC) em Minas Gerais, indicando risco ao trabalho das equipes especializadas. As denúncias, enviadas de forma anônima, mencionam desabastecimento e afirmam que servidores estariam se mobilizando para suprir a necessidade.
A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) negou qualquer orientação para arrecadações informais e afirmou desconhecer a prática mencionada pelos policiais. A pasta reconheceu atrasos no processo licitatório iniciado em setembro de 2024, marcado por impugnações e anulações de propostas, e informou que adota medidas emergenciais para evitar falta de insumos, incluindo nova licitação aberta nesta semana pela COTEP.
Cães do GOC podem ser afetados pelo desabastecimento
As denúncias apontam que a falta de ração coloca em risco a manutenção das atividades das equipes de cinotecnia, responsáveis pelo trabalho dos cães em operações de busca, prevenção de ilícitos e apoio às unidades prisionais.
A vereadora Katia Franco (PSB) enviou representação ao governo de Minas cobrando ações imediatas. No documento, ela afirma que os animais não estão recebendo alimentação adequada e que a situação prejudica a saúde dos cães e o desempenho das operações do grupo. A parlamentar solicita a compra emergencial de ração até que o abastecimento regular seja restabelecido.
Sejusp diz monitorar a situação
Em manifestação oficial, a Sejusp afirmou que acompanha o caso e ressaltou que o GOC integra ações de segurança desde 2003, atuando na detecção de ilícitos e no suporte a operações em unidades prisionais. A pasta declarou que monitora o fornecimento de insumos e que trabalha para evitar prejuízos ao trabalho das equipes.
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Maria Angélica é estagiária sob supervisão do editor-executivo do Folha JF, Anderson Narciso.