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28/06/2026
Maria Angélica
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SUS retoma segunda dose de reforço contra a poliomielite a partir de agosto

Crianças de 4 anos voltarão a receber duas doses de reforço contra a doença, que continuará sendo prevenida exclusivamente com a vacina injetável
Dia D de Multivacinação terá vacinação infantil e atualização contra o sarampo em Juiz de Fora
Foto: Reprodução/Agência Brasil

A partir do dia 3 de agosto, o Sistema Único de Saúde (SUS) voltará a aplicar duas doses de reforço da vacina contra a poliomielite em crianças menores de 5 anos. A mudança inclui a retomada da dose destinada aos pequenos de 4 anos e restabelece o esquema de imunização que era adotado até 2024. Diferentemente do modelo anterior, no entanto, todas as aplicações serão feitas por meio da vacina injetável.

A atualização foi definida pelo Ministério da Saúde após recomendação de especialistas em imunização e comunicada pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI). O objetivo é reforçar a proteção das crianças diante do risco de reintrodução do vírus, que ainda circula em alguns países e tem provocado surtos localizados em diferentes partes do mundo.

Como ficará a vacinação contra a poliomielite

Com a mudança, o calendário vacinal passa a prever três doses da vacina aos 2, 4 e 6 meses de vida, responsáveis pela proteção inicial contra a doença. Depois, serão aplicadas mais duas doses de reforço: uma aos 15 meses e outra aos 4 anos de idade.

Desde o ano passado, o Brasil utiliza exclusivamente a vacina injetável contra a poliomielite. A antiga “gotinha”, produzida com vírus enfraquecido, deixou de ser utilizada porque, embora em situações extremamente raras, poderia sofrer alterações e causar a própria doença.

As autoridades de saúde orientam que pais e responsáveis procurem uma unidade de saúde para verificar a caderneta de vacinação das crianças menores de 5 anos que ainda não completaram as cinco doses previstas no novo esquema.

O Brasil não registra casos de poliomielite há 37 anos e recebeu, em 1994, o certificado de área livre da circulação do vírus. Ainda assim, especialistas alertam que a manutenção de altas coberturas vacinais é fundamental para evitar o retorno da doença, conhecida como paralisia infantil e capaz de provocar sequelas graves, incluindo paralisia permanente e até a morte.

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Também foi verificado que a criança não estava matriculada nem frequentava uma instituição de ensino