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15/12/2025
Anderson Narciso
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Refrigerantes diet e zero aumentam risco ao fígado, aponta estudo

Refrigerantes diet e zero podem oferecer risco maior ao fígado do que os tradicionais, aponta estudo com mais de 120 mil pessoas.
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Imagem: Freepik.

O consumo de refrigerantes diet e zero pode representar um risco maior à saúde do fígado do que as versões tradicionais com açúcar. É o que aponta um estudo apresentado durante a Semana Europeia de Gastroenterologia, realizada em Berlim, que acompanhou mais de 120 mil pessoas ao longo de dez anos.

A pesquisa analisou dados de 123.788 participantes do UK Biobank que não apresentavam doenças hepáticas no início do acompanhamento. Ao longo do período, os pesquisadores avaliaram a relação entre o consumo de bebidas adoçadas, tanto com açúcar quanto com adoçantes artificiais, e o desenvolvimento da doença hepática esteatótica associada à disfunção metabólica, conhecida pela sigla MASLD.

Risco de gordura no fígado aumenta mesmo com consumo moderado

Os resultados chamam atenção para as bebidas com baixo teor de açúcar ou sem açúcar, como refrigerantes diet e zero. Segundo o estudo, o consumo de mais de 250 gramas por dia dessas bebidas aumentou em até 60% o risco de desenvolvimento de MASLD. Já os refrigerantes tradicionais elevaram esse risco em cerca de 50%.

Durante o acompanhamento médio de 10,3 anos, 1.178 participantes desenvolveram a doença e 108 morreram por causas relacionadas ao fígado. O consumo de bebidas diet e zero também foi associado a um risco maior de mortalidade ligada a problemas hepáticos e a níveis mais elevados de gordura no fígado.

A MASLD é caracterizada pelo acúmulo de gordura no fígado e pode evoluir para inflamação, fadiga, dor abdominal e perda de apetite. Atualmente, a condição é considerada a doença hepática crônica mais comum no mundo, afetando mais de 30% da população adulta.

Água é a melhor alternativa para reduzir o risco, dizem pesquisadores

De acordo com a autora principal do estudo, Lihe Liu, as bebidas diet e zero costumam ser vistas como opções mais saudáveis, mas os dados desafiam essa percepção. Segundo ela, até mesmo o consumo de uma lata por dia já foi associado a um aumento significativo do risco de doença hepática.

Os pesquisadores explicam que os refrigerantes tradicionais podem causar picos de glicose e insulina, favorecer o ganho de peso e aumentar o ácido úrico, fatores ligados à gordura no fígado. Já as versões diet e zero podem interferir na microbiota intestinal, alterar a sensação de saciedade e estimular a secreção de insulina.

O estudo aponta que a substituição dessas bebidas por água reduziu de forma significativa o risco de doença hepática. A redução foi de 12,8% quando a troca envolveu refrigerantes tradicionais e de 15,2% quando substituiu bebidas diet ou zero. A troca entre versões açucaradas e diet não apresentou redução de risco.

Os autores destacam que a água segue sendo a opção mais segura para aliviar a sobrecarga metabólica e proteger a saúde do fígado.

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