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12/08/2026
Matheus Brum
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Operação mira célula do Comando Vermelho acusada de tráfico, armas e domínio de territórios em Juiz de Fora

Segunda fase da Operação Sinergia cumpriu 10 mandados de prisão e 11 de busca e apreensão. Ministério Público já denunciou 11 pessoas à Justiça
Operação Sinergia combate núcleo do Comando Vermelho em Juiz de Fora
Divulgação / Ministério Público de Minas Gerais

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e as forças de segurança deflagraram, na manhã desta quarta-feira (12), a segunda fase da Operação Sinergia, contra uma célula do Comando Vermelho que, segundo as investigações, atua em Juiz de Fora.

Foram cumpridos 10 mandados de prisão e 11 de busca e apreensão, todos em Juiz de Fora. A Justiça também determinou outras medidas cautelares, incluindo o sequestro de bens dos acusados.

A operação é resultado de uma atuação conjunta do MPMG com as polícias Civil, Militar e Penal de Minas Gerais.

Grupo ligado ao Comando Vermelho usaria violência para dominar territórios

Segundo o Ministério Público, as investigações apontaram a existência de uma organização criminosa estruturada e dedicada principalmente ao tráfico de drogas e à posse e ao porte ilegal de armas de fogo.

As apurações, entretanto, indicam que a atuação do grupo não se restringia à comercialização de entorpecentes.

De acordo com o MPMG, a célula do Comando Vermelho utilizava “a violência física e a ameaça constante como modelo de atuação para intimidar moradores e dominar territórios em Juiz de Fora”.

As investigações foram conduzidas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), em parceria com as Promotorias de Justiça de Combate ao Crime Organizado.

11 pessoas já foram denunciadas

O trabalho investigativo resultou na apresentação de denúncia pelo Ministério Público contra 11 acusados.

A denúncia já foi recebida pela 2ª Vara Criminal de Juiz de Fora. Com o recebimento pela Justiça, os denunciados passam a responder ao processo criminal, sem que isso represente uma condenação.

Segundo o MPMG, diante das provas reunidas durante a investigação, foram solicitadas à Justiça prisões e outras medidas cautelares.

Os pedidos foram acolhidos pelo magistrado responsável pelo processo, que determinou, além das prisões, buscas e apreensões e o sequestro de bens.

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