Minas Gerais ampliou de forma significativa a participação da população nas classes de maior renda nos últimos anos. Entre 2022 e 2024, o percentual de mineiros nas classes A, B e C saltou de 73,32% para 83,23%, um avanço de 9,91 pontos percentuais, segundo levantamento da Fundação Getulio Vargas (FGV).
As classes A, B e C reúnem famílias com renda acima de quatro salários mínimos, abrangendo desde a classe média até os estratos de maior poder aquisitivo. O crescimento registrado em Minas acompanha uma tendência nacional: no mesmo período, cerca de 17,4 milhões de brasileiros deixaram a pobreza e passaram a integrar essas faixas de renda.
Crescimento impulsionado por trabalho e políticas públicas em Minas Gerais
De acordo com a FGV, o resultado foi puxado principalmente pelo aumento da renda do trabalho e pela integração de políticas públicas como o Bolsa Família, o Benefício de Prestação Continuada (BPC) e programas de acesso à educação, crédito e empreendedorismo.
Para o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, os dados mostram que as políticas sociais vão além da transferência de renda. “A gente vê pessoas que estavam no Cadastro Único e no Bolsa Família e que agora estão na classe média. Isso mostra que o programa abre portas para a educação, o trabalho e o empreendedorismo”, afirmou.
O avanço reforça o peso de Minas Gerais no cenário econômico nacional e indica mudanças no perfil de renda da população do estado nos últimos anos.