A dermatite atópica é uma das doenças de pele mais frequentes na infância e, em muitos casos, representa o primeiro sinal de que a criança tem uma tendência a desenvolver outras doenças alérgicas ao longo da vida.
Segundo o alergista e imunologista Dr. Fernando Aarestrup, a condição costuma surgir ainda nos primeiros anos de vida e pode ser confundida pelos pais com outros problemas comuns nessa fase.
A dermatite atópica costuma começar na infância
A dermatite atópica é uma doença inflamatória crônica da pele, caracterizada por ressecamento, coceira e lesões que alternam períodos de melhora e piora. Está relacionada a alterações na barreira protetora da pele e no sistema imunológico, com influência de fatores genéticos e ambientais. Sua associação com asma e rinite alérgica ocorre porque essas doenças compartilham mecanismos inflamatórios e predisposição a alergias. Em algumas pessoas, a dermatite surge na infância e antecede as alergias respiratórias, processo chamado “marcha atópica”; porém, nem todos os pacientes com dermatite atópica desenvolverão asma ou rinite.
De acordo com o médico, a dermatite atópica geralmente tem início ainda quando a criança é pequena.
“Muitas vezes, os pais confundem a doença com uma alergia à fralda, por exemplo. Mas, durante a investigação, descobrimos que se trata de uma dermatite atópica“, explica o Dr. Fernando Aarestrup.
Por isso, lesões persistentes na pele, coceira intensa e irritação que não melhoram como esperado merecem avaliação médica.
Relação com alergias alimentares
Outro ponto importante destacado pelo especialista é que a dermatite atópica frequentemente está associada a alergias alimentares, principalmente nos primeiros anos de vida.
Entre as mais comuns estão a alergia às proteínas do leite de vaca e às proteínas do ovo de galinha.
Essa associação ajuda o médico a investigar outras possíveis causas para o quadro e definir o tratamento mais adequado para cada criança.
A genética também influencia
O histórico familiar faz diferença no risco de desenvolver a doença.
Segundo o Dr. Fernando Aarestrup, crianças cujos pais têm rinite alérgica ou asma apresentam uma probabilidade maior de desenvolver dermatite atópica.
Essa relação faz parte do que os especialistas chamam de marcha atópica.
O que é a marcha atópica?
A marcha atópica descreve a evolução natural de algumas doenças alérgicas ao longo da infância.
Em muitos pacientes, a dermatite atópica aparece primeiro. Depois, com o passar dos anos, podem surgir rinite alérgica e, mais tarde, bronquite ou asma.
“Começa com a dermatite atópica, evolui para rinite e, quando a criança chega aos cinco, seis ou sete anos, pode desenvolver bronquite e asma“, explica o Dr. Fernando.
Isso não significa que todas as crianças seguirão esse caminho, mas a presença da dermatite pode servir como um importante sinal de alerta para um acompanhamento médico mais próximo.
Atenção aos primeiros sinais
Para o Dr. Fernando Aarestrup, reconhecer precocemente a dermatite atópica é fundamental.
Além de aliviar o desconforto causado pela coceira e pelas lesões na pele, o diagnóstico correto permite acompanhar a criança de forma mais completa, especialmente quando existe histórico familiar de doenças alérgicas.
“Em muitos casos, a dermatite atópica pode ser o primeiro sinal de que o bebê tem alergia“, conclui o médico.
Folha Saúde
O conteúdo integra o Folha Saúde, quadro do Folha JF dedicado a tirar dúvidas sobre saúde e aproximar especialistas da população de Juiz de Fora.
Em Juiz de Fora, a Clínica Dr. Fernando Aarestrup atua nas áreas de Alergia, Asma e Imunologia, incluindo a investigação de pacientes que apresentam infecções recorrentes, suspeita de baixa imunidade e doenças alérgicas.
A avaliação pode envolver testes alérgicos e, quando necessário, exames direcionados ao funcionamento do sistema imunológico. A clínica também trabalha com imunoterapia com alérgenos para pacientes que apresentam indicação para esse tipo de tratamento.
O atendimento é realizado no Centro Médico Monte Sinai, Torre Oeste, na Avenida Presidente Itamar Franco, 4001, sala 616 W, no Cascatinha.