Os financiamentos voltados à inovação mantiveram ritmo elevado em Minas Gerais pelo segundo ano consecutivo. Em 2025, o Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG) liberou mais de R$ 300 milhões para projetos com foco em tecnologia, modernização industrial e desenvolvimento de novos produtos. Somados aos valores de 2024, os créditos destinados à área chegam a R$ 700 milhões em dois anos.
De acordo com dados do banco, os recursos foram distribuídos por meio de 13 linhas de crédito diferentes, utilizadas por empresas de variados portes e setores. Entre os projetos financiados estão iniciativas ligadas à automação industrial, digitalização de processos, aquisição de equipamentos e adoção de tecnologias associadas à chamada indústria 4.0.
O BDMG informa que parte significativa desses financiamentos foi viabilizada com recursos captados junto a instituições como a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Empresas recorrem ao crédito para ampliar eficiência
Na Zona da Mata, uma das operações apoiadas foi realizada pela Laticínios Sabor da Serra, sediada em Lima Duarte. A empresa contratou financiamento de R$ 5 milhões para a reestruturação do processo produtivo, com foco na digitalização de etapas e na atualização do parque industrial.
Conforme informações repassadas pela companhia, o investimento permitiu melhorar o controle da produção, reduzir gargalos operacionais e atender a novos contratos comerciais. O impacto se refletiu no faturamento, que apresentou crescimento expressivo no último ano, além da ampliação do quadro de funcionários.
A empresa também informou que a modernização contribuiu para o fortalecimento da atuação regional, com efeitos sobre a cadeia produtiva local e o aumento da demanda por mão de obra.
Impacto regional e estratégia econômica
Para o banco, o volume de operações indica que a inovação passou a ser tratada pelas empresas como estratégia de sobrevivência e expansão, e não apenas como investimento pontual. A avaliação é de que projetos desse tipo tendem a gerar efeitos de médio e longo prazo, tanto sobre a produtividade das empresas quanto sobre o desenvolvimento regional.
Ainda segundo o BDMG, as linhas voltadas à inovação seguem ativas em 2026, com foco em projetos que envolvam ganho de eficiência, adoção tecnológica e competitividade em novos mercados.
Maria Angélica é estagiária sob supervisão do editor-executivo do Folha JF, Matheus Brum.