A Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) contratou duas novas empresas para assumir os serviços de segurança da instituição, em contratos que somam R$ 8,267 milhões pelo período de um ano. A mudança encerra a prestação de serviços pela Master Vigilância, após sucessivas prorrogações contratuais, e ocorre em meio à comunicação de aviso-prévio aos vigilantes. Conforme decisão judicial, os trabalhadores receberam o comunicado com término previsto para este sábado (7).
A nova contratação foi dividida entre duas modalidades. A Alforge Segurança Patrimonial ficará responsável pela vigilância armada, em contrato superior a R$ 5 milhões, enquanto a Atrativa Service assumirá os serviços de vigia, por R$ 3,25 milhões. A divisão ocorre após a universidade realizar uma nova licitação para substituir o modelo de contratação anterior.
Licitação prevê 54 postos de segurança na UFJF
O edital da licitação estabelece 54 postos de trabalho, sendo 24 destinados à vigilância armada e 30 aos serviços de vigia. Entretanto, os dois contratos identificados abrangem 48 desses postos. Os outros seis também estão previstos no edital, mas ainda não tiveram a contratação correspondente identificada.
A substituição das empresas foi questionada pelo sindicato dos vigilantes, que aponta a extinção de 74 postos de vigilância. A entidade recorreu à Justiça do Trabalho para tentar participar das discussões sobre a mudança e suspender parte da licitação.
Em decisão publicada no dia 3 de novembro, o juiz Thiago Ferreira extinguiu a ação sem analisar o mérito. O entendimento foi de que o questionamento envolvia a legalidade de uma licitação federal, questão que não poderia ser examinada naquela ação trabalhista. A decisão também registrou que os trabalhadores já haviam recebido aviso-prévio.
Procurada, a UFJF informou que não interfere nas decisões das empresas contratadas em relação aos seus funcionários. A instituição também afirmou que não pode divulgar informações que comprometam seu plano de segurança. Até o momento, não há confirmação sobre quantos vigilantes serão desligados ou poderão ser reaproveitados pelas novas prestadoras de serviço.