Pais de estudantes da Escola Municipal Dom Justino José de Santana, no distrito de Torreões, reclamam que os filhos estão sem conseguir frequentar as aulas devido às condições das estradas utilizadas pelo transporte escolar. O problema atinge famílias das regiões da Lagoa e Envernada e, segundo os responsáveis, ocorre desde a semana passada.
As famílias relatam que as estradas apresentam lama, trechos escorregadios, buracos e erosões após as chuvas. Diante das condições, o transporte escolar deixou de passar por alguns locais por considerar que o trajeto não oferece segurança.
Os pais afirmam compreender a suspensão diante do risco, mas cobram uma solução para as estradas e informações sobre como serão tratadas as faltas, atividades e conteúdos perdidos pelos estudantes da Escola Municipal Dom Justino José de Santana.
Procurada pelo Folha JF, a Prefeitura de Juiz de Fora informou que os alunos afetados não serão prejudicados e que será realizado um trabalho pedagógico específico para garantir a continuidade da aprendizagem. O município também afirmou que as melhorias nas vias de acesso à região já estão na programação da Coordenadoria da Zona Rural.
Transporte chegou a ter retorno sinalizado, dizem famílias
Em carta encaminhada ao Folha JF, os pais relatam que o transporte escolar deixou de passar pela região na semana passada devido às condições das estradas.
Posteriormente, segundo as famílias, uma máquina realizou uma intervenção no local e o motorista chegou a informar que o serviço seria normalizado.
A expectativa, porém, não se confirmou. Nesta semana, os responsáveis receberam uma nova mensagem informando que a van escolar não passaria novamente pela região da Lagoa e que o atendimento permaneceria suspenso “até segunda ordem”.
Os pais dizem que não receberam uma previsão sobre quando o serviço será restabelecido.
“As famílias precisam de uma resposta concreta da escola, da Secretaria de Educação e dos responsáveis pela manutenção da estrada e pelo transporte escolar. As crianças não podem continuar perdendo aulas por uma situação que não depende delas nem de seus responsáveis”, afirmam na carta.
Estradas apresentam lama, buracos e erosões
Em mensagem encaminhada às famílias, o responsável pelo transporte escolar atribuiu a suspensão às fortes chuvas e às condições encontradas nas estradas rurais.
Segundo o comunicado, alguns trechos apresentam excesso de lama, pista escorregadia, buracos, erosões e risco de atolamento ou perda de controle do veículo.
Por isso, a van deixou de atender os estudantes que moram nas localidades afetadas. A justificativa é de que prosseguir com as viagens poderia colocar em risco os alunos, motorista, monitor e o próprio veículo.
O comunicado afirma que o serviço será retomado assim que houver condições seguras para circulação.
Pais também cobram informações sobre aulas perdidas na zona rural
Além da recuperação das estradas, outra preocupação das famílias é o impacto da situação sobre os estudantes da Escola Municipal Dom Justino José de Santana.
Os responsáveis afirmam que procuraram a unidade para saber como serão contabilizadas as faltas e de que forma os alunos terão acesso aos conteúdos e atividades que estão perdendo.
Segundo o relato encaminhado à reportagem, a escola informou inicialmente que apresentaria um retorno depois de concluir um atendimento, mas, até o envio da reclamação, as famílias ainda aguardavam orientações.
PJF diz que estudantes não serão prejudicados
Em nota ao Folha JF, a Prefeitura afirmou que haverá uma ação específica para os alunos atingidos pela interrupção do transporte.
“A Prefeitura de Juiz de Fora informa que os estudantes afetados não serão prejudicados e que será realizado um trabalho pedagógico específico para assegurar a continuidade do processo de aprendizagem.”
Sobre as estradas, o município informou ainda que as melhorias nas vias de acesso já estão incluídas na programação da Coordenadoria da Zona Rural, vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Urbano com Participação Popular.
A Prefeitura, porém, não informou quando as intervenções serão realizadas nem uma previsão para a normalização do transporte dos estudantes.