Artistas, coletivos, instituições culturais e fazedores de arte de Juiz de Fora divulgaram um abaixo-assinado cobrando da Funalfa informações públicas sobre o andamento dos editais do Programa Murilo Mendes, da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB) e sobre a utilização do Espaço AICE.
A carta, datada de 5 de agosto, afirma que o setor cultural está sem informações precisas sobre o cronograma dos editais em fase de avaliação e também sobre os desdobramentos do credenciamento de artistas e CNPJs realizado em 2025.
No documento, os signatários afirmam que a falta de informações prejudica a organização e a continuidade das atividades culturais desenvolvidas com apoio público.
“O silêncio diante dos desafios do processo não ajuda a uma reorganização e manutenção de nossas atividades”, diz um dos trechos do abaixo-assinado.
Grupo também cita papel do Conselho de Cultura
Os artistas também destacam no documento que os atuais conselheiros do Conselho Municipal de Cultura (Concult) representam o setor no encaminhamento de pautas e no diálogo com a Funalfa.
Segundo os signatários, o objetivo é obter mais clareza sobre os processos em andamento para permitir melhor planejamento das ações culturais e artísticas da cidade.
Funalfa diz que pareceristas estão sendo contratados
Procurada, a Funalfa informou que está finalizando nesta semana a fase de contratação dos pareceristas responsáveis pela análise dos projetos inscritos nos editais de fomento.
Segundo a fundação, depois da conclusão dessa etapa, os projetos serão distribuídos para avaliação e os prazos passarão a seguir o cronograma específico de cada edital.
“Finda a contratação, otimizaremos a distribuição dos projetos para cada parecerista e, a partir daí, os prazos seguirão de acordo com o cronograma de cada edital”, informou a Funalfa.
Uso do Espaço AICE
Sobre o Espaço AICE, a Funalfa informou que as inscrições para utilização podem ser feitas pelo telefone (32) 2104-8452 ou presencialmente, tanto no próprio espaço quanto na sede da fundação.
O abaixo-assinado, no entanto, também cobra informações sobre editais e critérios de utilização do local, tema que segue entre as reivindicações apresentadas pelo setor cultural.