Familiares de pessoas desaparecidas podem realizar, nesta semana, a coleta gratuita de DNA em Juiz de Fora. A cidade participa da 4ª Mobilização Nacional de Coleta de DNA de Familiares de Pessoas Desaparecidas, iniciativa que pretende ampliar as possibilidades de identificação e localização de desaparecidos em todo o país.
Em Juiz de Fora, o ponto oficial funciona na Delegacia Regional da Polícia Civil, na Rua Custódio Tristão, 76, no bairro Santa Terezinha. O atendimento acontece das 8h30 às 12h e das 14h às 17h.
Coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, a mobilização reúne 342 pontos de coleta nas 27 unidades da Federação.
Quem pode fornecer o DNA?
A prioridade é para os parentes com maior proximidade genética com a pessoa desaparecida: pai e mãe biológicos, filhos biológicos e irmãos que tenham o mesmo pai e a mesma mãe.
Na ausência desses familiares, a perícia pode avaliar a possibilidade de coleta de outros parentes.
Também não é necessário que o desaparecimento tenha acontecido em Juiz de Fora ou mesmo em Minas Gerais. Familiares que atualmente moram na cidade podem participar da mobilização mesmo que o desaparecido seja de outro município ou estado.
Como funciona a coleta?
O procedimento é simples, gratuito e indolor. O material genético é obtido com um cotonete passado na parte interna da bochecha.
Para realizar a coleta, o familiar deve apresentar documento de identificação e os dados do boletim de ocorrência do desaparecimento.
Objetos pessoais que possam conter material genético da pessoa desaparecida, como uma escova de dentes ou um dente de leite, também podem ser levados para avaliação dos profissionais da perícia.
O DNA coletado contribui para ampliar o banco de perfis genéticos e pode ser confrontado com materiais existentes nas bases oficiais, auxiliando nos trabalhos de identificação.
Não é preciso esperar uma campanha
Apesar da mobilização realizada nesta semana, familiares de desaparecidos podem procurar o serviço posteriormente. Não há limite de tempo relacionado à data em que a pessoa desapareceu.
Quem já forneceu material genético anteriormente à perícia oficial também não precisa realizar uma nova coleta.
Outro alerta importante é sobre o registro do desaparecimento. Não é necessário esperar 24 horas para procurar a polícia. O boletim de ocorrência pode ser registrado assim que houver uma quebra injustificada da rotina da pessoa, presencialmente em uma unidade da Polícia Civil ou pela internet.
Outras cidades da região também participam
Além de Juiz de Fora, há pontos da mobilização em Barbacena, Leopoldina, Muriaé, São João del-Rei, Ubá e Viçosa.
Em Juiz de Fora, os interessados devem procurar a Delegacia Regional da Polícia Civil, na Rua Custódio Tristão, 76, em Santa Terezinha, das 8h30 às 12h ou das 14h às 17h.