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13/07/2026
Maria Angélica
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Famílias deixam hotéis e avançam para moradias provisórias cinco meses após tragédia em Juiz de Fora

Últimos moradores hospedados pela Prefeitura começam a ser transferidos nesta terça-feira (14) para apartamentos alugados enquanto aguardam a solução definitiva por meio do programa Compra Assistida
Famílias deixam hotéis e avançam para moradias provisórias cinco meses após tragédia em Juiz de Fora
Imagem: Divulgação.

Cinco meses após as chuvas que provocaram uma das maiores tragédias socioambientais da história recente de Juiz de Fora, as últimas famílias que ainda permaneciam hospedadas em hotéis custeados pela Prefeitura iniciam, nesta terça-feira (14), a mudança para apartamentos alugados por meio do auxílio-moradia. Ao todo, 17 núcleos familiares serão transferidos para imóveis provisórios, encerrando uma etapa da resposta emergencial iniciada após o desastre de fevereiro, quando centenas de moradores perderam suas casas em decorrência de alagamentos e deslizamentos.

Com a conclusão das transferências, o município deixará de manter famílias atingidas pelas chuvas em hotéis. Desde o desastre, cerca de 300 núcleos familiares foram acolhidos pela administração municipal e encaminhados para soluções temporárias de moradia enquanto aguardam o reassentamento definitivo.

Mudança representa nova etapa após período de acolhimento

A saída dos hotéis marca uma mudança na estratégia de atendimento às famílias afetadas. Embora a transferência para apartamentos alugados represente mais estabilidade em relação à hospedagem temporária, a medida ainda não encerra o processo de reconstrução da vida dos moradores, que continuam à espera de uma solução permanente.

Os imóveis disponibilizados por meio do auxílio-moradia estão distribuídos em diferentes regiões de Juiz de Fora e serão entregues com um kit básico de mobiliário e eletrodomésticos. A estrutura busca oferecer condições para que as famílias possam retomar parte da rotina enquanto seguem os processos de reassentamento.

A necessidade de manter esse atendimento prolongado reflete os impactos das fortes chuvas registradas em fevereiro, que deixaram centenas de famílias desalojadas e exigiram uma ampla mobilização do poder público para garantir abrigo e assistência às pessoas atingidas.

Compra Assistida é aposta para moradia definitiva

Enquanto as famílias passam a ocupar os apartamentos alugados, o processo de reconstrução definitiva continua concentrado no programa Compra Assistida, modalidade do Minha Casa, Minha Vida operacionalizada pelo Governo Federal em parceria com a Caixa Econômica Federal.

O programa permite que os beneficiários adquiram imóveis de até R$ 200 mil com recursos públicos, substituindo as moradias perdidas durante a tragédia. De acordo com a atualização mais recente, 99 famílias de Juiz de Fora já foram consideradas elegíveis para indicar um imóvel, enquanto outras seguem em fase de análise e regularização cadastral.

Os números do Portal de Dados do Enfrentamento à Calamidade também mostram o avanço das etapas de reconstrução. Atualmente, foram solicitadas 3.027 unidades habitacionais à Defesa Civil Nacional. Desse total, 1.565 já receberam aprovação, enquanto outras 1.461 ainda aguardam análise.

Embora o encerramento da hospedagem em hotéis represente um marco na resposta emergencial ao desastre, a reconstrução definitiva das áreas atingidas e o reassentamento das famílias ainda dependem da conclusão das etapas previstas pelo programa federal, processo que deve se estender pelos próximos meses.

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