Uma briga entre duas alunas de 16 anos mobilizou a Polícia Militar na Escola Estadual Fernando Lobo, em Juiz de Fora, e terminou com ameaças, agressões entre familiares e a tentativa de invasão da unidade escolar por um jovem de 18 anos armado com uma faca.
Segundo o boletim de ocorrência, a confusão começou durante o intervalo das aulas. Conforme relato da direção da escola, as adolescentes entraram em luta corporal por motivos relacionados a ciúmes envolvendo o atual namorado de uma delas. Durante a briga, uma das estudantes arrancou uma porção de cabelo da outra.
Após a separação das envolvidas e o acionamento dos responsáveis, a situação se agravou na entrada da escola. De acordo com a ocorrência, as mães das adolescentes também entraram em conflito. Uma delas admitiu ter dado um soco no rosto da outra ao chegar ao local, alegando revolta pela agressão sofrida pela filha.
Ainda segundo a Polícia Militar, durante a confusão um ex-aluno de 18 anos teria invadido a escola portando uma faca para ameaçar uma das estudantes envolvidas na briga. O jovem seria namorado da outra adolescente. Conforme os relatos, ele fugiu antes da chegada das viaturas.
Uma funcionária da escola também relatou ter sido ameaçada pelo rapaz armado. Muito abalada, ela deixou o local e procurou atendimento médico por meios próprios.
Famílias apresentam versões diferentes
As duas famílias apresentaram versões divergentes sobre o início da briga.
A mãe de uma das adolescentes afirmou que a filha foi atacada primeiro e apenas tentou se defender. Já a outra responsável alegou que sua filha foi agredida pela colega e reagiu às agressões.
Também foi relatado à PM que o jovem de 18 anos teria ameaçado de morte uma das adolescentes e afirmado possuir contatos com integrantes do Comando Vermelho.
As duas estudantes foram encaminhadas ao Hospital de Pronto Socorro (HPS), onde receberam atendimento médico e foram liberadas.
A mãe que admitiu ter agredido a outra responsável recebeu voz de prisão e foi conduzida para a Delegacia de Plantão. Já o jovem apontado como autor das ameaças não foi localizado pela Polícia Militar.
Secretaria reforça ações de mediação de conflitos na Escola Estadual Fernando Lobo
Em nota, a Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais (SEE-MG) afirmou que “repudia com veemência todas as formas de violência e não tolera nenhum tipo de agressão e desrespeito no ambiente escolar“.
A pasta informou ainda que a direção da escola “agiu imediatamente e adotou todas as medidas cabíveis assim que tomou conhecimento da briga envolvendo duas estudantes e da tentativa de invasão da unidade por um terceiro envolvido“.
Segundo a Secretaria, o Núcleo de Acolhimento Educacional (NAE), formado por psicólogo e assistente social, irá reforçar as ações de mediação de conflitos e promoção da cultura de paz na escola.
A SEE-MG destacou também que segue investindo em ações de prevenção, acolhimento e promoção de uma convivência respeitosa e segura para toda a comunidade escolar.
Nota da Secretaria de Estado de Educação na íntegra
“A Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais (SEE/MG) repudia com veemência todas as formas de violência e não tolera nenhum tipo de agressão e desrespeito no ambiente escolar.
Ressaltamos que a pasta realizada diversas ações de prevenção e conscientização, por meio do Projeto Socioemocional e do Programa de Convivência Democrática, que instituiu a política estadual de promoção da paz no ambiente escolar. As ações incluem rodas de conversa, escuta qualificada, oficinas e palestras. Essas iniciativas visam reforçar o respeito mútuo entre todos os membros da comunidade escolar e a promoção do clima escolar positivo.
Sobre o ocorrido em Juiz de Fora, a direção da Escola Estadual Fernando Lobo, agiu, imediatamente, e adotou todas as medidas cabíveis assim que tomou conhecimento de uma briga envolvendo duas estudantes. E um terceiro envolvido, que tentou invadir a escola. Outro aluno, que sofreu ferimento leve, durante o ocorrido recebeu atendimento imediato da equipe escolar. Ele foi encaminhado para avaliação médica e liberado em seguida.
A Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) foi acionada para registrar o Boletim de Ocorrência (BO). Os responsáveis pelas estudantes envolvidas foram chamados à escola para uma reunião, para discutir a situação das alunas. O Conselho Tutelar foi acionado para os encaminhamentos necessários.
O Núcleo de Acolhimento Educacional (NAE), composto por psicólogo e assistente social, também irá reforçar as ações de mediação de conflitos e promoção da cultura de paz na unidade de ensino.
A SEE/MG segue investindo em ações de prevenção, acolhimento e promoção de uma convivência respeitosa e segura para toda a comunidade escolar.”



