Dois episódios de violência entre estudantes registrados nesta semana em escolas estaduais de Juiz de Fora voltaram a acender o alerta para o aumento dos conflitos no ambiente escolar. Em ambos os casos, a Polícia Militar precisou ser acionada para registrar as brigas e adotar as providências necessárias.
O primeiro caso aconteceu na segunda-feira (15), na Escola Estadual Sebastião Patrus de Sousa, no bairro Santa Terezinha. Já o segundo foi registrado nesta quarta-feira (17), na Escola Estadual Nyrce Villa Verde, na Cidade Alta.
Briga entre estudantes termina com atendimento do Samu
Segundo informações da Polícia Militar, a ocorrência na Escola Estadual Sebastião Patrus de Sousa começou quando um adolescente de 15 anos procurou outro estudante da mesma idade para tirar satisfação sobre desentendimentos anteriores.
A conversa evoluiu para uma discussão e, em seguida, para agressões físicas. Durante a confusão, o irmão de um dos envolvidos também participou da briga, ampliando o tumulto.
O adolescente apontado como responsável por iniciar o conflito precisou receber atendimento médico do Samu.
Em nota, a Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais (SEE-MG) informou que a direção da escola acionou imediatamente a Polícia Militar e o Conselho Tutelar. Após análise dos fatos, sete estudantes envolvidos serão transferidos para outras unidades escolares.
A pasta informou ainda que a Superintendência Regional de Ensino de Juiz de Fora irá reforçar as ações de mediação de conflitos por meio do Núcleo de Acolhimento Educacional (NAE), composto por psicólogo e assistente social.
Menina de 12 anos é agredida em escola da Cidade Alta
Já nesta quarta-feira (17), uma estudante de 12 anos foi vítima de agressão dentro da Escola Estadual Nyrce Villa Verde.
De acordo com o registro policial, a adolescente teria recebido um tapa no rosto de um colega e ainda teve o celular danificado durante o episódio.
A Polícia Militar foi acionada após o encerramento do turno escolar, mas não conseguiu localizar o estudante apontado como agressor nem seus responsáveis.
Segundo a Secretaria de Educação, a direção da escola acionou imediatamente os responsáveis pelos alunos envolvidos, além da Polícia Militar e do Conselho Tutelar.
A Superintendência Regional de Ensino também determinou a elaboração de um plano de ação voltado ao fortalecimento da mediação de conflitos e à prevenção da violência escolar.
Secretaria promete reforçar cultura de paz
Nos dois casos, a Secretaria de Estado de Educação afirmou que repudia qualquer forma de violência no ambiente escolar e destacou que irá ampliar as ações de prevenção já desenvolvidas nas unidades.
Entre as medidas previstas estão rodas de conversa, oficinas, mediações de conflitos, acompanhamento psicológico e fortalecimento das ações do Programa de Convivência Democrática e do Projeto Socioemocional.
A pasta também ressaltou a importância da participação das famílias no processo educativo e na construção de ambientes escolares mais seguros e acolhedores.
“A SEE/MG reafirma seu compromisso com ambientes educativos seguros, acolhedores e democráticos, nos quais todos sejam respeitados e protegidos”, informou a Secretaria em nota.
Os dois episódios seguem sendo acompanhados pelos órgãos responsáveis.



