O Museu Mariano Procópio voltou a receber visitantes nesta terça-feira (2), em Juiz de Fora, após a conclusão das intervenções emergenciais realizadas em áreas atingidas pelas fortes chuvas do início do ano. A reabertura ocorre de forma parcial, já que alguns trechos do parque seguem interditados para garantir a segurança do público enquanto continuam os trabalhos de recuperação em áreas afetadas pelos temporais.
Fechado desde fevereiro, o complexo histórico teve a visitação suspensa após danos registrados principalmente em muros e encostas. Durante o período de interdição, equipes técnicas realizaram avaliações e obras emergenciais que permitiram a retomada das atividades em parte do espaço.
Exposições destacam recuperação e preservação do acerv
A retomada das visitas também é acompanhada pela abertura de duas exposições temporárias preparadas durante o período em que o museu permaneceu fechado. Uma delas apresenta ao público uma coleção de leques históricos pertencentes ao acervo da instituição, resultado de um trabalho de pesquisa, conservação e catalogação realizado nos últimos meses.
A segunda mostra reúne fotografias que documentam os danos causados pelas chuvas e o processo de recuperação do complexo, registrando as intervenções realizadas para permitir a reabertura do espaço.
Durante a cerimônia, a diretora do museu, Ana Maria Azeredo Werneck, destacou que o período de fechamento também permitiu avanços em atividades de preservação do acervo.
Segundo ela, a exposição fotográfica busca retratar a mobilização das equipes envolvidas na recuperação do espaço, enquanto a mostra dos leques revela ao público um conjunto de peças que passou por um amplo processo de catalogação e pesquisa durante os meses de interdição.
Recuperação exigiu soluções específicas
O fechamento do Museu Mariano Procópio ocorreu em um dos períodos mais críticos das chuvas registradas em Juiz de Fora nos últimos anos. Os temporais provocaram danos em diferentes regiões da cidade e também afetaram áreas do parque, especialmente muros e encostas próximas aos locais de circulação de visitantes.
De acordo com a secretária de Obras, Bruna Rocha, a recuperação do complexo exigiu medidas diferentes das adotadas em outras áreas atingidas pelas chuvas devido à importância histórica e ambiental do local.
Segundo ela, desde os primeiros levantamentos técnicos, o objetivo foi encontrar soluções que garantissem segurança sem comprometer as características do patrimônio. O trabalho envolveu equipes da Secretaria de Obras, Defesa Civil e profissionais especializados, que atuaram de forma integrada na definição e execução das intervenções necessárias.
Reabertura simboliza recuperação após temporais
Durante a solenidade, a prefeita Margarida Salomão ressaltou que a recuperação do museu foi tratada como prioridade diante da relevância histórica do espaço para Juiz de Fora.
Segundo a prefeita, o Mariano Procópio é um patrimônio que pertence à cidade, mas possui importância que ultrapassa os limites do município. Ela destacou que a preservação do complexo representa uma responsabilidade coletiva e reforçou que a reabertura ocorre em um momento de reconstrução após os impactos causados pelas chuvas do início do ano.
Margarida também lembrou que os temporais de fevereiro deixaram consequências muito além dos danos registrados no parque. As chuvas provocaram transtornos em diversos bairros, resultaram em perdas materiais e afetaram diretamente a vida de centenas de famílias da cidade.
Nesse contexto, a reabertura do museu representa não apenas a retomada de um espaço cultural, mas também um marco do processo de recuperação vivido por Juiz de Fora nos meses seguintes aos eventos climáticos extremos.
Com a liberação da visitação, moradores e turistas voltam a ter acesso a um dos principais cartões-postais do município, que reúne patrimônio histórico, áreas verdes e atividades voltadas à preservação da memória e da cultura local.