A Polícia Civil de Minas Gerais deflagrou nesta quinta-feira (21), em Juiz de Fora, a operação “Retorsão”, que resultou na prisão de oito investigados por homicídios ligados à atuação de uma organização criminosa na cidade.
Segundo a PCMG, os crimes apurados teriam sido praticados em contexto de represália, disciplina interna e demonstração de poder da facção.
Investigações começaram após o Carnaval de 2025
As apurações foram conduzidas pela equipe responsável pela investigação de homicídios em Juiz de Fora e começaram após o Carnaval de 2025.
De acordo com a Polícia Civil, o primeiro caso investigado envolvia a execução de um integrante da própria facção, morto após supostamente descumprir ordens internas do grupo criminoso.
Já em setembro de 2025, um segundo homicídio passou a ser investigado, desta vez motivado por vingança.
Segundo a delegada Camila Miller, os crimes aconteceram nas regiões dos bairros Linhares e Filgueiras.
“As investigações identificaram uma estrutura criminosa organizada, com integrantes exercendo funções de liderança e disciplina dentro da facção, utilizando a violência como instrumento de intimidação e controle interno”, afirmou a delegada.
Mandados foram cumpridos em bairros de Juiz de Fora e no Rio de Janeiro
Durante a operação, a PCMG cumpriu oito mandados de busca e apreensão nos bairros Vina Del Mar, Santa Cândida, Parque das Torres e Vila Montanhesa, em Juiz de Fora, além da cidade de Valença.
Além das oito prisões, os policiais apreenderam:
- celulares;
- documentos;
- dinheiro;
- veículos;
- uma máquina de contar cédulas;
- um drone;
- outros materiais considerados importantes para a investigação.
Segundo a Polícia Civil, dois investigados seguem sendo procurados.
Nome da operação faz referência à dinâmica violenta da facção
De acordo com a PCMG, o nome “Retorsão” faz referência ao modelo de atuação identificado durante as investigações, marcado por atos violentos usados como forma de vingança, intimidação e imposição de poder pela organização criminosa.
Os investigados poderão responder por crimes como homicídio, ocultação de cadáver e organização criminosa.
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