A Prefeitura de Juiz de Fora informou que as escolas que estavam sendo usadas como abrigo emergencial foram desmobilizadas, permitindo a retomada das aulas na rede municipal nesta quarta-feira.
Segundo a administração municipal, as pessoas que estavam nesses espaços foram transferidas para hotéis e apartamentos alugados pelo poder público.
Famílias começam a ir para apartamentos
De acordo com a Prefeitura:
- 20 famílias já foram transferidas para apartamentos
- Outros 40 apartamentos estão disponíveis para receber famílias que hoje estão hospedadas em hotéis
A estratégia adotada pela Prefeitura ocorreu em etapas.
Primeiro, as famílias foram retiradas das escolas e levadas para hotéis espalhados pela cidade. Depois, começam a ser encaminhadas para moradias temporárias.
“Neste primeiro momento, a prioridade foi retirar as famílias dos abrigos e encaminhá-las para hotéis, garantindo mais conforto, privacidade e dignidade durante este período de reorganização”, informou a PJF.
Mais de 470 pessoas em hotéis
Atualmente, 472 pessoas estão hospedadas em hotéis em Juiz de Fora.
Essas famílias deverão ser transferidas gradualmente para apartamentos alugados pelo município.
Para esses casos, a Prefeitura informou que será pago auxílio-moradia, que pode durar até dois anos e cobre 100% do valor do aluguel.
Quem não estava nos abrigos deve procurar o CRAS
Para famílias que ficaram desalojadas ou desabrigadas, mas não passaram pelos abrigos montados nas escolas, a orientação é procurar o Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) mais próximo.
Nesses locais será feito:
- cadastro social
- avaliação da situação familiar
- encaminhamento para benefícios sociais
Contrato de R$ 5 milhões para gestão das moradias
Na semana passada, a Prefeitura assinou um contrato de R$ 5 milhões com a EMCASA.
O resumo do contrato, publicado nos Atos de Governo, informa que o serviço prevê a gestão imobiliária social emergencial, que inclui:
- prospecção de imóveis
- organização do processo de locação
- gerenciamento das moradias temporárias
- acompanhamento das famílias
O objetivo é viabilizar o aluguel de imóveis para pessoas afetadas pela calamidade pública.
A íntegra do contrato ainda não foi disponibilizada. A reportagem solicitou mais detalhes à Prefeitura, mas não recebeu resposta até o momento.