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13/03/2026
Anderson Narciso
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Violência contra mulheres cresce em Minas Gerais e cenário preocupa

Especialistas apontam aumento do feminicídio e cobram políticas mais eficazes de prevenção
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Imagem: Freepik

O aumento da violência contra mulheres no Brasil foi tema de discussão na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) durante o ciclo de debates “Educar, decidir, efetivar: bases para enfrentar o feminicídio e as violências contra as mulheres e garantir direitos”, realizado nesta quinta-feira (12). O encontro integra a programação do Sempre Vivas 2026, que marca o Dia Internacional da Mulher.

Durante o debate, especialistas alertaram para o crescimento dos casos de feminicídio e para a gravidade das agressões cometidas contra mulheres. A professora Cláudia Maia, da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes), afirmou que a situação revela um cenário preocupante.

“Existe uma guerra contra as mulheres”, diz pesquisadora sobre Violência e feminicído

Segundo a pesquisadora, os dados indicam que o feminicídio ocorre em diferentes espaços da sociedade, como casas, ruas, escolas e locais de trabalho, demonstrando que não há ambiente totalmente seguro.

Ela apresentou uma análise baseada em notícias publicadas entre 2015 e 2025, destacando palavras associadas à violência extrema sofrida pelas vítimas. “Esses crimes atingem principalmente partes do corpo associadas ao feminino. É um crime de ódio contra as mulheres”, afirmou.

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A “nuvem de palavras” retrata a crueldade da qual as mulheres têm sido vítimas, destaca a pesquisadora Cláudia Maia. Imagem: Elizabete Guimarães

De acordo com o Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2025, o Brasil registrou cerca de 1.470 casos de feminicídio no último ano, o maior número desde que o crime foi tipificado em 2015.

Para a pesquisadora, o feminicídio não pode ser tratado como crime passional. “É um crime de poder. Muitas vezes ocorre quando a mulher decide romper um relacionamento abusivo”, explicou.

O debate também abordou o transfeminicídio, que atinge travestis e mulheres trans. Especialistas apontaram falhas na coleta de dados e destacaram que a violência afeta de forma mais intensa mulheres negras e pessoas trans, reforçando a necessidade de políticas públicas mais eficazes para combater esse tipo de crime.

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