A urna eletrônica guarda, de forma anônima, o número que cada eleitor digitou. A Folha JF analisou os registros das 1.256 urnas da cidade no 1º turno de 2026 para entender como os votos nulos aconteceram: quem anulou de propósito, quem digitou o número de um partido sem candidato e quem se confundiu.
Quantidade de votos anulados com cada número
Como foi feito. A Folha JF baixou do site de resultados do TSE o Registro Digital do Voto (RDV) de cada urna de Juiz de Fora. O arquivo guarda cada voto como foi digitado, em ordem embaralhada e sem identificar o eleitor. Os totais de nulos e brancos obtidos batem exatamente com os números oficiais do TSE.
Categorias. “Só zeros” reúne quem digitou 00, 000 etc., forma comum de anular de propósito. “Número sem candidato” é qualquer número que não correspondia a um candidato daquele cargo. No Senado, com duas vagas, quem votou duas vezes no mesmo candidato teve o segundo voto anulado; o primeiro valeu normalmente. Uma pequena parte dos nulos foi registrada pela urna sem número.
Atenção. O bairro é o da escola onde se vota, não necessariamente onde o eleitor mora. Percentuais sobre o total de votos do cargo no local (válidos, brancos e nulos). Em locais pequenos, poucos votos mudam muito o percentual.
Fonte. TSE — Registro Digital do Voto e votação por seção, Eleições 2026, 1º turno. Levantamento: Folha JF.