A chuva que atinge Juiz de Fora desde a tarde de sexta-feira (2) continua provocando transtornos em diferentes regiões da cidade.
Segundo balanço da Prefeitura, a Defesa Civil registrou 26 chamados entre a noite de sexta-feira (2) e o início da tarde deste sábado (3), sendo a maioria relacionada a deslizamentos de talude. A previsão é de continuidade da chuva pelo menos até as 21h.
Dados do Cemaden, atualizados às 14h deste sábado, mostram volumes próximos ou superiores a 50 milímetros em alguns pontos da cidade. Confira os acumulados:
- Lourdes: 51 mm
- Distrito Industrial: 50 mm
- Centro: 49 mm
- Monte Castelo: 49 mm
- UFJF: 49 mm
- Floresta: 48 mm
- Milho Branco: 48 mm
- São Judas Tadeu: 48 mm
- João Penido: 47 mm
- São Pedro: 46 mm
- Ponte Preta: 46 mm
- Aeroporto: 44 mm
- Grama: 44 mm
De acordo com a Defesa Civil, já choveu mais de 100 milímetros entre em 24h, volume suficiente para aumentar o risco de deslizamentos e alagamentos.
Outro dado que chama a atenção é que, em apenas três dias de outubro, Juiz de Fora já alcançou a média de chuva esperada para todo o mês, reflexo da sequência de temporais que atingem o município.
Diante do cenário, a Defesa Civil segue emitindo alertas à população e reforça que o risco permanece elevado até, pelo menos, segunda-feira.
Deslizamento de talude deixa moradores ilhados no Monte Castelo
Uma família de sete pessoas ficou temporariamente isolada na manhã deste sábado (3) após um escorregamento de talude no bairro Monte Castelo, em Juiz de Fora.
De acordo com o Corpo de Bombeiros Militar, a corporação foi acionada pela Defesa Civil Municipal para atender à ocorrência. O deslocamento de terra obstruiu o acesso a uma residência, atingindo a escada que leva ao imóvel.
No local, os bombeiros avaliaram a situação e orientaram os moradores sobre a possibilidade de deixarem a casa de forma preventiva. No entanto, as sete pessoas optaram por permanecer no imóvel, já que, no momento da vistoria, não foram identificados sinais aparentes de comprometimento estrutural da edificação.
Apesar da decisão dos moradores, eles foram informados sobre os riscos existentes e permaneceram na residência por decisão própria.
Como ainda há risco de novos deslocamentos de terra e possibilidade de comprometimento da rede elétrica, a concessionária responsável foi acionada para realizar o desligamento preventivo da energia, como medida de segurança.
Defesa Civil reforça alerta
A principal orientação é para que moradores de imóveis interditados não retornem às residências, mesmo que a chuva diminua temporariamente. Segundo a Defesa Civil, o solo permanece encharcado, aumentando o risco de movimentação de terra.
A recomendação também é que toda a população permaneça atenta a sinais como rachaduras em paredes, muros e no solo, além de estalos e qualquer movimentação incomum do terreno.
Em caso de emergência, a Defesa Civil orienta que o telefone 199 seja acionado imediatamente.