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05/08/2026
Matheus Brum
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Operação do Ministério Público prende quatro suspeitos de fraude eletrônica que teria causado prejuízo de R$ 7 milhões em Juiz de Fora

Investigação aponta que organização criminosa formada por familiares movimentou cerca de R$ 14,5 milhões por meio de falsas transações com cartões de pagamento
Operação MP Curto Circuito Juiz de Fora
Divulgação / MPMG

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) deflagrou, na manhã desta quarta-feira (5), uma operação para investigar um esquema de fraudes eletrônicas que teria causado prejuízo superior a R$ 7 milhões a uma instituição do setor de meios de pagamento. A ação foi realizada em Juiz de Fora e resultou no cumprimento de quatro mandados de prisão preventiva e dois mandados de busca e apreensão.

Segundo o Ministério Público, o grupo é investigado por movimentar aproximadamente R$ 14,5 milhões entre outubro de 2024 e novembro de 2025.

Grupo seria formado por familiares

De acordo com as investigações, os suspeitos integram um grupo que, em tese, possui estrutura de organização criminosa, formado por pessoas do mesmo núcleo familiar e empresarial.

Ainda segundo o MPMG, o esquema utilizava uma empresa de meios de pagamento controlada pelos próprios investigados para simular operações comerciais e obter recursos de forma indevida.

As apurações apontam que cartões emitidos pela empresa eram utilizados em transações presenciais realizadas em máquinas de pagamento, simulando vendas legítimas. No entanto, os valores retornavam para contas dos próprios suspeitos e de empresas ligadas ao grupo.

Conforme o Ministério Público, as operações geravam parcelas futuras que eram antecipadas pela instituição financeira. Posteriormente, esses valores deixavam de ser quitados, fazendo com que o prejuízo fosse suportado pela instituição lesada.

Celulares, notebooks e veículos foram apreendidos

Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos:

  • Dois veículos;
  • 11 celulares;
  • Cinco notebooks;
  • 52 cartões de pagamento;
  • Dois cadernos com anotações;
  • R$ 740 em dinheiro;
  • Seis HDs;
  • Um cartão de memória;
  • Dois pendrives.

Segundo o Ministério Público, todo o material passará por perícia e análise técnica para subsidiar o andamento das investigações.

Nome da operação faz referência ao esquema

O MPMG informou que o nome da operação faz alusão ao funcionamento do suposto esquema criminoso.

Segundo o órgão, em vez de seguir o fluxo normal de uma relação comercial, o dinheiro fazia um “circuito fechado“: saía de cartões emitidos pela empresa dos próprios investigados, passava pela infraestrutura da instituição de pagamento como se fosse uma venda verdadeira e retornava para contas do mesmo grupo.

Na avaliação do Ministério Público, esse mecanismo gerava liquidez imediata sem lastro em atividade econômica real, transferindo o risco financeiro para a instituição de pagamento.

Investigação

A operação é conduzida pelo Grupo de Atuação Especial aos Crimes Cibernéticos (Gaeciber), em conjunto com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), a Promotoria de Justiça de Juiz de Fora e conta com apoio das Polícias Civil e Militar.

O Ministério Público informou que as investigações continuam para apurar a participação dos envolvidos e a extensão do esquema fraudulento.

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